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PoesiAbsoluta
LÂMPADA CEGA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Lâmpadas de cetim e alfombra

cegavam os vieses e amapolas riam.

As reentrâncias do rosto se acumularam

 
ALGARAVIA PRÓSPERA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A algaravia prosperava

ao ventre da palavra elastecia

o dom ignoto, a esfinge se devorara

 
VITAIS IRREFLEXÕES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Não há oriente mais. Tudo é puído

posto, definido, alienado, ótimo.

A língua da poesia nova não cessa

 
LUA DE CASCALHO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Descobertas da neoneurociências

absolutas localizaram novas

substâncias nos estrates inesperados

 
A ADAMANTINO HORIZONTE RIGOR DA OBVIEDADE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Jovem gueixa foge como gamo nu

lua chinesa em maio espreita

louva-a música dos gumes afiados

 
POETA E LEÕES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Leões estraçalham crepúsculos

farejam auroras, lambem leves

púbis de gazelas enquanto

 
LENTO CÁLICE DO ROSTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Endereço dos destroços não importa

nem corrente de olhares fuzilantes

ou a métrica rastejante da Quimera

 
ROTAS ROTAS DA ALMA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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ROTAS ROTAS DA ALMA

DA ALMA ROTAS ROTAS

(SONETO NEOPLATÔNICO)

são rotas arruinadas

 
AMOR A SÁBADO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Amo sábado e sua sede nômade

manhãs beduínas e loucos relicários

(além da certeza branca dos domingos).

 
TODO FRAGMENTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Toda a profundidade do veludo, toda

a fresca devoção ao ocaso, toda

a espessura do crepúsculo, toda

 
ARREIOS, URNAS E BOLHAS DE WALL STREET S.A. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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a Ectábana

ao paralaxe

e aos patíbulos de ouro

 
Perguntam alguns leitores qual o rumo da poesia, afinal? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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A nau do verbo vaga no mar que é morrer e ser novo, na infinita água furiosamente verbal,

 
CÁLCULO DE BORBOLETA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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No cálculo da borboleta Deus ousou.

Sua geometria alada, a leveza do traço

quase aéreo, a cor pudica e voraz

 
DOS OLHOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Dos olhos da noite vem luz original.

E a elementar treva. Vígil, astuta, insone, vaginal.

Tarde não tem alma.

 
CATS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Da ágil noite nômade ilumina gritos, apuram unguentos

rastros carnívoros desenham no rumo dos ratos

das alamedas gementes rastreiam faros

 
DÚVIDAS À TARDE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Dúvidas são ruas e rasgam o rosto do dia.

Dádivas são fontes do verbo, leitos da lua vazia

mananciais sem nome, seivas vãs, licores tristes.

 
VOZ AGÔNICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Voz agonizava na tarde ébria

bêbado verbo aguçava ares

bares armazenavam sede

 
DEUS AO MEIO-DIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Como Uivo de ágata

horda de pedra ecoa das ocas casa da tarde

acordam perfumes graves plenos clarins de baunilha

 
À SOMBRA DO ÚLTIMO SOPRO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(Ao pó em que se tornou o alento)

Lançado como data de ferro sobre o nome

(lauda de pedra anônima, lápide derrotada

 
ÀS BARATAS REPUBLICANAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Da petisqueira de mãe bê

e dona Isabel Cavalcanti bisavó de MVGUN

Baratas saudaram a républica a república da cristaleira

 
ÁVIDA VIDA LÍVIDA FACE INFÍSICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Todo poema lança na lauda

flores amortalhadas

além das rosas de círio da alma.

 
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