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PoesiAbsoluta
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às rajadas do vento solar

Arcos de gás.

Líquidas linhas magnéticas

 
O TEXTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O texto literário tem uma estrutura composta de regras de comunicação (expressão) que produzem níveis de informação não transmissíveis de outro modo.

 
ALIENAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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a St-John Perse

de iniludível expressão

 
O QUE É ANTIPOEMA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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É o tempo geometrizando a passagem

é o trânsito do abismo côncavo

o iníquo cone, o cínico início, a quântica vontade

 
ASSIM ISSO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Assim que sol

fere olhos do cedro

manhã se expõe

 
ERA UM QUARTO EM LISBOA AINDA EM NOVEMBRO E CHOVIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Acordei quando o quarto anjo vomitou

em meu rosto esquerdo exalando

biles apocalíptica em meu tétrico leito

 
ELOGIO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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À velha e boa ordem métrica (e eterna, ao

menos na poesia pernambucana etecéteras)

aos fanáticos da rima

 
LAR DE CARALHO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Ao chamamento de Vésper ao lar acorrem

ímpios e safarditas, ateus e judeus recentes

moças sem namorados e rapazes

 
QUERER PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Como Anacreonte

quisera ser sandália

para viver a teus pés

 
DIDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Dido é aurora feita de fumo e dor

é ardência de treva, injustiça de longe

impuro fruto do amor (sem pena)

 
DESEXERCÍCIOS POÉTICOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Se poesia se faz, faz-se com o mínimo de palavras mínimas de sentido máximo, então... viva a filosofia do irracional absoluto,

 
SONETO PRIMEIRO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Sibilas se alimentam de hibiscos.

E exalam profecias de acrílico.

Moiras nutrem-se de tâmaras desertas

 
À primeira leitora dessa manhã feia de agosto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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De quando vieram as quimeras?

E os surdos decretos da ilusão donde brotaram

e quem levianamente os promulgou?

 
NOVOS TEMPOS NUS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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I

Os mortos amontoando-se apressados

e incontínuos prejudicam a vista da guerra

 
LENTA ETERNIDADE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Essa lenta e íntima eternidade me exaspera, me deleita trânsito das coisas

passageiras, superficial transitoriedade do supérfluo,

do meramente epidérmico, me

 
DILUIÇÃO E CINZA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Não diluído nem árido, a dor bem o dia, a dor

não me consegue ou comove, a seio escuro

da mãe irei à força sublime do hermético

 
MÍNIMO HUMANO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Entre a manada urbana de autos

e o rebanho de cólera metropolitana

diviso sinal transitório

 
VERBO AMOR PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Soluto fogo em água avulta

dissolvido em chama saúda a cinza

cautério do ser, elemento do sim

 
RITOS E SER DO VERBO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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ASTÚCIA DE TEIA E TATO

Só o além dos limites indica

ou indicia o instante do poema

 
VÉUS CIÚMES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Véus tinham ciúme, linhos inveja.

Morte surpreende o dia

brota do corpo da tarde, invade

 
A TI PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Do silêncio das vértebras sonoras extraias

tutanos do grito ou fêmur do rumor.

Encaçapes em ti o intento de mim.

 
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