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PoesiAbsoluta
SÓ O IMPREVISÍVEL ENCANTA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Refugiados do idílio e da ilusão: poetas novos.

Desterrados. Exilados no silêncio ativo.

Botão de suicídio para máquinas fatigadas ou esquizofrênicas.

 
COMÍCIO DE PALAVRAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Poesia: passeata de frases incríveis: creio.

De sentido indefinido e indefensável.

De sentido incompleto, desordenado, cambiante, insensível.

 
APANHA DO PÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

ao vinho Holderlin

Para apanhar pão suportaste

bem a ira do trigo. Seu glúten íntegro.

 
DESPEDIR-SE É CULTIVAR UM ORVALHO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Lezama Lima

O homem oco de Eliot

e o homem cheio de desejo de José

 
AO PEZ EM JORRO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Maneira de encarar o pez.

E seu arpejo de treva pura.

A cinza última arderá jamais.

 
DÉBIL SER OU MÓS DA MENTE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

À implacável debilidade de ser

vital, talvez.

O moimento da palavra cabe à mor-imaginação.

 
RATOS DE FILOSOFISMOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

O que é amor ou aparência?

Ilusione-se... e seja feliz.

A verdade sempre dói. Ou não o é.

 
AVE, CARONTE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Caronte, a sombra

dos que se vão conduz

diligente – com apuro mecânico

 
INQUÉRITO LÍRICO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Interroga as grades, editais de nervuras de ferro

espalha nos átrios das últimas catedrais

notícias de blasfemas sevícias

 
TEMPO TRÔPEGO (O MEU) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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O passado do tempo: curvo, curto, longo, puro?

Tempo é uma convenção mental.

Manipulas meus olhos.

 
BACANTE SONHO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Sonhei bacante pura

em leito de papoula nua

do lábio ébrio desprendia-se

 
ENTERREM MEUS OLHOS NO AMANHECER PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Vou em busca de amanhecer

ou morrer.

Meu nome palimpsestos devoraram.

 
USINA VERBAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Corpo sob ameaça de inexistência

alma no impraticável asilo da vida

capitalista estabelecida peça múltipla

 
ERA AZUL... PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Era um azul provisório

roubado de algum olhar. Quem sabe, vesgo?

Um pátio frio que (o) rodeariam negros

 
CLARA CALIGRAFIA DO DIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Já é caligrafia o dia e sementa

palavra fruto que plasme a tarde

já ébria a bares solitários recolhida.

 
MÓ DO ESPÍRITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Homem, microsser perdido sem piedade

num macrocosmo inumano sem direção

entrega a traças, vermes e aedes.

 
OLHOS DE COIVARA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Ah, que tu escapes

do insumo e da catraca

e que o instante de tua vitória arraste-se

 
OLHOS DO ABISMO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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(luz do poço, sala

de (mal) estar da alma

falso aposento de anjo

 
LUZES DOENTES LUME DO ENTE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Vestíbulos cegos, vocábulos loucos.

Caminho pela beira octogonal de água

e a tarde estival afrouxa as arruelas.

 
COMOS SÓ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Como ser cinza, se a cor morreu ontem?

Como ser escuro, se o sol suicidou-se cedo?

Como ser branco, se o sal sumiu de mim?

 
SEQUELAS DE PALAVRAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
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Quantas sílabas têm duas sibilas?

Meus condados são segredos. Não os degrado.

E minha cólera secreta. Como uma mulher.

 
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