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Escrito por Administrator   
Quinta, 16 Novembro 2017 22:21

Afogue e ganso no hímen do abismo.

Venda a vida à vista, mas dê o necessário

desconto temporário.

Nunca esgane veia, nutra-a de etanol lírico.

 

Navalhas são lentas quando não cortam

e desafiam a afinação se ávidas

atravessam carnes inocentes. Saciam-se

melhor no córrego femural,

 

Rosa esquizofrênica brota

do jardim depressivo, e desodorece.

 

A noite cessa quando o sol começa.

 

Poema Absoluto é a sombra de palavra.

Na acepção junguiana exata projetada

da réstia do verbo da alma da página

engastada no ramalhete das linhas

inversas do verbo no leitor absoluto.

 

Músculos e óculos são proparoxítonos.

 

Busque do verbo ângulo mais inexato

impossível para moldar poemas

com cola da ígnea palavra.

 

Insira a raiz do verbo

na folha de cacto ou chá

e abra bem a veia áspera

que abrigou ou vingue o poema

e o aninhe no macio lenho da página

cerne que acolhe o poeta.

 

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