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RUMO AO RETRANSFEITO POÉTICO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 18 Fevereiro 2019 20:54

A prática poética vinculada à poesia absoluta traz bastos constrangimentos á velha e boa, determinada e conservadora gramática.

É o prélio entre a poesia-sistema e a poesia-palavra–nome, que se desdobra ao longo do tempo brasileiro, desde hácem anos recentes. A leitura heideggeriana da linguagem poética de Holderlin reforçou o partido antissistema, que é o da poesia absoluta.

 

É uma luta pelo poder – todo poder à palavra, contra a sintaxe que inclui traços ideológicos, que visam emascular a linguagem poética verdadeira.

Heidegger é meridiano e certeiro ao disparar “a libertação da linguagem dos laços férreos da gramatica, via uma articulação mais original e complexa de seus elementos constitutivos, está reservada à poesia (e ao pensamento)”. É a poesia viva, amalgamada à fonte original – grega e sânscrita – à procura da temporalidade, do absoluto da linguagem.

Como a criança que fala, usa a língua, porém não distingue as palavras dos objetos a que se referem, assim é a poeira absoluta. Que não se situa na mesma dimensão da prosa. Está, mesmo, de certo modo, além da literatura, tal como esta ideologicamente se define, como parte da detenção do poder. Que, no Brasil, ainda hoje endeusa, glorifica Machado de Assis,comoforma de impedir o avanço do romance...  eimbróglios políticos, na  alta acepção de política. É melhor deixar como está, Vate retro, Amados, Rosas, Darcys, Cristinas.

O projeto, o propósito, a determinação, o rumo é refazer apoesia que vige, transformá-la do estádio passado em que vegeta e apodrece, para o estado futuro da poesia absoluta, que se faz urgente. Transfazer a poesia, a palavra, o verbo poético brasileiro é a tarefa que cabe aos novos poetas absolutos (a quem cabe fazer sua parte nessa retransformação, no retransfeito poético.

Fazer transbordar o refazer, o refeito, sempre refazendo a renda da palavra em teia verbal crescente.

 

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