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Escrito por Administrator   
Quinta, 14 Março 2019 20:30

Há melindres, no codiário do acaso?

Há madames bêbadas de absintos e sábados

há comendas de dilúvios e tâmaras bastardas brotando

há belos buquês de sífilis ornando a dor

nas blasfemas esquinas do ocaso bibelôs

há esgotos nômades e sarjetas ébrias abobadadas

há cloacas belas belos odres, libelos podres

no rosto ou cus atordoados dos edis corruptos

há eflúvios de ratos nas lâminas cônicas

e úmidas das bocas de lobo que cingem

intestinos da cidade amada (lar natal, útero exposto)

e há desejos de bocetas nos prostíbulos porvirem

(pois o futuro é noturno).

 

dedico este poema

aos empreendedores da náusea e do logro

(as duas forças do Brasil novo)

a chaminés do horizonte (fagulhas e cinzas de canaviais)

ao esmo

à saturação dos jasmins

e à corrupção total.

E à lâmpada de Aladim.

 

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