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POEMA FRENTE E VERSO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Sexta, 01 Fevereiro 2019 13:56

Do limiar de pássaro projeto

meu vou ao Averno

minha lídima vinda do rosto acordo

enquanto manhã agoniza os olhos

sobre monetário tratado debruço

horizontes do futuro

para que bebam moeda do destino

anfractuoso do mundo

e sina que é serva da poesia alevante.

 

Por que a moeda do limbo pergunta

pelos arsenais duvidosos do purgatório

seus paiós brancos e angelicais pólvoras

dispostas na pátenas como as hóstias?

E pelos seus vômitos e elixires parabólicos?

E pelos diarreicos direitos das sombras

que esqueceram o óbolo e a língua?

 

O compêndio do absurdo da vida

ao lado do leite coalhado das estrelas

e dos destinos indecisos (ou indecoroso) dos homens

permanece fechado como cofre ou túmulo.

 

Essa equação o algebrista (persa deus)

criador de tudo do nada em vão

flanqueará ao homem sua insana solução?

 

Tudo o que a botânico auge almeje atiço

coivara de abelhas e gravetos animo

e o pântano do nome onde durmo cultivo

 

que ventre dos prados argila ilumine

mas

sonho para que verme

no escuro não rasteje

sonho o mundo desistir de ser

hospício do homem

despejo da alma.

 

O estrume das estrelas e estábulos ou chorume chamegante

de luz junto rente ao rosto do instante

 

para que o líquido espelho plasme o metano

e o eco junque sons de cadáveres. E o fluxo trave.

 

Para dor que violenta lírio

alma, sono, hino

para esquecidas jazidas

do sal da vida

onde átimo de seiva cavo

para adubo último do mundo

a que devoto nome

do que virá logo

 

 

ao lugar  da morte que imagino

como pássaro branco em outubro

onde sílabas esculpo

luzes trituro

para robustez do ânimo.

 

O talento, meu abismo, o estalão

parâmetro de meu porvir de prata e dano

a viver da escavação do ego tíbio

ou da fatura de um aluvião absurdo.

 

Além da ração de orgasmo diário a palavra

permite ouvir a dor por si

a vir do interior tão íntimo quanto

o imo de um deus nômade

para a fonte ébria do instante, para o fim do horizonte.

 

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