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MEDITAÇÕES DO ABISMO PROFETA (VOCÊ CONCORDA?) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Sexta, 04 Janeiro 2019 23:45

Anátema de pedra achei na boca do profeta

É das incertezas da inteligência e desvarios da razão que vem o poema.

Toda clarividência é cinza.

Poesia afecção filosófica.

 

Olhar místico é completo.

 

Continuidade de rupturas prezo.

 

Além de suportar a vida, suportar-se a si mesmo, não é mole.

 

Abaixo soluções finais. Ou banais.

 

Ao êxtase do paradoxo.

 

Só desespero cura.

 

O devir do irreparável é a história

para Cioran.

 

É preciso demolir alacridades

ou subjugar alegrias.

 

Preze a hipocrisia, seja humano.

 

A insônia sistemática é como um

aperitivo do inferno, fuzila Cioran.

 

Para mim, a insônia é santa

e aproxima os olhos do céu.

Antecipa o paraíso.

 

O povo romeno é operoso e cultiva

a religião do fracasso, segundo Cioran.

 

Abdico de escrever, porque – fora Rimbaud

e Valéry transitoriamente – ninguém quer

abdicar da escrita. Já caluniei bastante

o universo, sapecou Cioran a Savater.

 

Vigília me concede lucidez.

 

A doença mortal do pensamento não tem cura.

 

Viva o insolúvel.

 

Eu apostrofo quando mijo.

 

Respirei revolução, asfixiei-me.

 

A civilização cansou, oxidou-se.

 

Só resta a decadência.

 

(E as seduções da morte).

 

É bem inconveniente existir.

(Adote uma diretriz dessas

como filosofia vital).

 

 

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