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CÓPULA ALVA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

O mundo é guiado por forças irracionais e não, como em geral se acredita, pelas rígidas (e lógicas) combinações cartesianas.

Salvador Dali.

 

Dali abandonou a lógica cartesiana e tornou-se um gênio, da pintura e da escrita delirante. Abandone-a (a lógica de Descartes) e torne-se um poeta absoluto.

Quando veio a Paris, em 1926, já usando bigodes em forma de chifre, Dali foi recebido efusivamente – isto é, de modo esfuziante, por Breton, Eluard, Aragon (os três mosqueteiros do surrealismo nascente). Porém, refere Dali: em pouco tempo me desiludi deles, eram demasiados românticos, acorrentados ferreamente ao verbo de Baudelaire, Rimbaud, Lautréamont. Pode?

Dali deliciou-se assistindo em 1968 à revolta dos estudantes do Quartier Latin, no entanto, tachou-a de demasiadamente romântica, também. E previu sua falência.

Ele pregou um surrealismo e uma revolta à Dali. Não o surrealismo clássico nascido às margens do Sena, nem o do século XIX, mas o da Grécia clássica, há milhares de anos. Raízes dele (desse surrealismo primeiro) podiam ser encontradas no teatro de Calderón e na arte de Ledoux, o arquiteto francês que ainda em 1780 construiu casas de formas esféricas ou piramidais. Máquinas de namorar.

Dali roubou a esposa de Eluard – Gala, e a fez deusa idolatrada com altar e estátua pictóricas. Porém, Eluard encontrou a deliciosa Nasha, por quem todos se apaixonavam, mas que foi fiel ao poeta da liberdade sob palavra.

Acho que a cópula (Dali não era nada macho e teve um caso sério com Bunuel e Lorca, foram amantes – ver o filme) com Gala era tipo cópula branca e mole como um relógio.

 

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