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CRÔNICA DO FACEBOOK (do livro U) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Resisto a tudo. Menos à tentação.

Autor é um termo já bem ultrapassado

como eu, poeta e tais.

Que tal delator de palavras premiadas

velhas ou não?

Proleitor de novas excrescências verbais?

Coletor de prole de fragmentos líricos?

 

Poeta já era.

É o operador de verbos transbordamentáveis

por exemplo.

 

Ou é o cara que tange palavras. Como ovelhas.

Ajunta verbos na página da alma. No redil livresco.

 

Ultrapassamentos do poeta mau destino.

Emana de mim algo poético, então?

Toda verdade é equívoca.

 

A mola propulsora do poema absoluto

é um hífen com um clips.

 

Ele transporta o poeta ao porvir

e o leitor ao escuro de si.

 

É que o leitor defronta-se

com seu si  e o dos poetas complexos

depara-se com uma maré vazante...

seus vazios e fontes, sua resma de lodo

seu aval ou circunferência louca...

e se desprende do desespero

iluminando-se invariavelmente.

 

O poema absoluto já foi capaz de

fazer seu leitor renascer no futuro.

 

Dê a ler seu coração.

Melhore o enfarte vital.

 

É encarar fios acerbos de navalhas

ofício poeta absoluto.

 

É trabalho com ânimo

cheio de pântano poema absoluto.

 

E revisitar a gênese obrar

poema absoluto.

(Como eram afinal os WC’s do éden?).

 

Senti que pisei o ser quando

ontem terminei poema absoluto.

O pó do ápeiron.

 

Quando usei pela primeira vez

a palavra obsidiana

subi pelas paredes e... quebrei o traço.

 

À libertação do discurso ordinário.

Todo limiar tem seu ilimite.

 

O signo do infinito encantou-se

com o signo da eternidade

num quando qualquer ontem

e forem morar juntos.

Num homolar epistemológico qualquer.

 

A vida do desejo é irreconhecível.

 

O que irriga a vida, a veia e o

sangue vital é o desejo. Esse

senhor da razão e proprietário do instinto.

Por o poema não suportar

explicações e não ter cobertura

sentimental (ao não abrigar o

ego dissimulado), é poema absolutamente.

 

Rumino a palavra no coxo da página. Longe da alma.

 

Adeus, finito. Não mais me satisfazes.

O absoluto é prático e tirano.

 

Em Holderlin, a poesia substituiu a religião.

Seu evangelho é lírico e soberbo.

 

A humanidade não marcha: murcha.

 

Limbos não são mais brancos.

 

Certeza do absoluto da beleza.

 

À verdade do belo (nada literal).

Irrevelada no poema ainda.

 

Ao absoluto inacessível.

Mas absoluto.

 

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