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Escrito por Administrator   

Se no tempo de Homero, houvesse existido um manual da epopéia, codificando normas e estipendiando regras para feitura normal (e normalizada) de poemas épicos,

Homero não (nunca) teria existido como poeta maior. Seria mais uns milhões de poetastros, que por aí pululam, como o fazem hoje. E Ilíada e Odisseia seriam o besteirol de antes de Cristo.

 

No tempo nosso, em que a poesia tem manual de regras, normas de contagem silábica, dicionários de rima, ‘’regras de arte poética’’, para ser poeta há de se rebelar contra essa besteirolada toda, romper cânones e hímens de vedação com o falo do lápis da alma em riste; desprezar o tal do ritmo mecânico silábico e rimado. Deixar a silabada de lado e a rimação sonho e tristonho. Para ser original. Ser poeta, sim.

As regras, a normalização, os manuais de metrificação, as cartilhas de tratados de versificação existem (servem) para impedir a liberdade (como as normas jurídicas).

A universitária Farla Rosendo escreveu (ao que presumo o primeiro poema ou o único absoluto) um poema (que publiquei na Revista PAPELJORNAL nº 3), pode-se se dizer perfeito, um poema absoluto, somente porque em palestras eu disse que o poeta moderno (pode ser qualquer um) nasce a partir de um ritmo de iniciação: queima dos indefectíveis dicionários de rima e tratados de versificação.

De imediato, solta, livre o espírito, sua alma foi à forra, e Farla escreveu um grande pequeno poema, em que cria o sintagma grãos de sol. È que a regra métrica, a exigência rímica, para forja do ritmo mecânico ou metronomal congela a imaginação, enjaula a criatividade, deleta o espírito e impera o reino quantitativo de e3strfação canônica, número de sílabas regulares de versos, coincidências sonoras iguais de sons finais (dos fonemas). O poeta é presidiário do poema.

Poeta não imita nem segue regras que aprisionem o espírito ou que previamente guie o seu poema. Poeta cria, inventa, imagina (inclusive as regras e inovadoras gramáticas). Livremente.

 

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