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NADA TUDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Tudo o que oblitera o frio

tudo o que desteça ou retorça o frio

tudo o que não principie sem o verso

nada de manjares nostálgicos

ou mortes insúbitas

nada de fúnebres jantares

quartas-feiras de cinzas

missas de sentéssimos dias

nada que reverdeça

tudo que anoiteça

ou úmido brasões deliquescentes

nada de burguês apodrecendo na calçada

ou superados magnatas suicidando-se

com o nó das próprias cifras

nada como início das inflamações

ou respirações entre cortando-se

ou ainda úmidas exceções

de regras purulentas amaciadas

tudo como cores ambíguas

beira de telhados e esqueletos de sabiás

pássaros engravatados

ou coisa tipo depois da morte

vem (correndo) a cura

nada de inteligibilidade poéticas

tudo como uma boa

beira de precipício ao meio-dia.

(ou soneca em cemitério diurno).

 

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