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ELOGIO DO SEIO ELEGÍACO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Era ela alta de seios férteis

seios atenciosos e sólidos (mamilos vermelhos)

à sanha de meus dedos dedicados

(como maçãs a lábios de macias evas:

seios que me mordiam a boca).

Seios – diria Miller, de Trópicos – tesos e formigando

da blusa restrita rebelados.

Nada calmos mas calculadamente sedutores

(macios como maçãs de manhã)

sobretudo suculentos (ávidos de boa saliva vital).

 

Preciosos e apressados seios

ao preço da boca entregue

ao dom do gozo labial destinados

carnes fervorosa aos dentes devotos vitais

seios capazes de encantar a alma da mão.

 

Os pequenos eretos seios suspendiam in totum

toda eréctil disfunção é...

à pequena morte levavam.

PS.  Mamilos gananciosos

à sanha decimal de meus dedos

dedicados como nuvem ao céu.

 

Próximo ao meio-dia era e a moçoila

se viçava me saciando às escondidas

(sem dúvida com graça).

 

Ela chilreava de êxtase

que o sexo consentia

transmudando a mulher

em pássara exuberante

(em voo pleno à cama).

 

Os seios vistosos e redondos

agarrados às mãos

como garras de escorpião.

 

Foi assim... agora só resta a memória da mão.

 

Poema: Seios são rijos

deuses redondos

para o culto

alpino do lábio

são canções de carne

que mordem a boca

e encantam

a alma da mão.

 

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