Murilo Gun

Quem está online

Temos 23 visitantes em linha

Enquete

O que você achou do nosso site ?
 

Assista

Parceiros

Admmauro Gomes

Siga-nos



UMA SINGELA IMPRESSÃO SOBRE ESTRUTURA DA OBRA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Marcondes Torres Calazans
Fez-me um ser absoluto o livro “Estrutura da Obra” do escritor e poeta Vital Corrêa de Araújo,

principalmente a partir do momento em que li a DEDICATÓRIA quando o autor faz menção especial ao seu pai e seu avô. Tal homenagem tem como eixo temático a relação que  estabelece entre o ser do poeta (que nasce de suas raízes)  e o mundo exterior,  quando seu  eu-lírico se volta para si e sente que é melhor dirigir-se ao mundo; quando se volta para o mundo, sente que seria menos pretensioso limitar-se à esfera do ser.

 

A obra é um profundo mergulho no mais íntimo do ser que vive dentro do autor, uma imersão em si  com profundidade, o que nos permite  fazer o mesmo, pois para entendê-lo faz-se necessário essa postura, pois VCA é a revelação obstinada do seu “EU”, por isso seus poemas são revestidos de complexidades, especialmente para os que estão acostumados com as leituras fáceis.

Maravilhoso o poema “ADVERTÊNCIA”, página (15) especialmente porque VCA jamais foi de alertar quem quer que seja a se arriscar ao ler seus versos quando diz: “este livro não é recomendável para pragmáticos cardíacos ou (leitores simplórios).” No poema, Vital Corrêa oferece em suas palavras escritas um alerta para os ingênuos, especialmente para quem gosta de textos convencionais e sem nenhuma profundidade ontológica, do nada que é ser imprescindível a profundidade.

A agressividade suave que dá vida ao poema “CONFISSÃO”, na página (17) parece uma “unção de ser não”, quando segundo o autor “a secura, o inóspito que vive dentro dele vaga como grito latente ávido por lhe impor o ácido da morte e a dura certeza de inexistir”. Pergunto: é possível o ser no seu volume e medida não existir?

Vital Corrêa de Araújo é absoluto em tudo   que escreve, pois se torna inédito sempre que se dispõe por obstinação publicar seus temas que, de tão profundos denunciam que ainda não chegou o seu tempo, o tempo de ser alcançado. O exagero hipermoderno pela elasticidade de seus versos tornam vivas suas palavras, pois quem se dispõe ler as aventureiras linhas quase sempre se escandaliza, foi o caso de um grupo de leitores de uma determinada comunidade no facebook que, ao interpretar o poema “PORNOGRAFIA FLORAL OU EDUCAÇÃO SEXUAL PELO PÁSSARO”, página (24), deixou em destaque: “o escandaloso não é o poema em sim mesmo, pois no jogo das palavras o autor combina a relação perfeita com as partes em suas funções florais, é o tema”!

Suas palavras fluem em seus versos, o que para mim é caminhar numa trajetória repleta de incertezas, pois de tudo há um pouco no que cada poema revela: exagero, moderação, alegria, descontração, entendimento e incompreensão, tudo muito normal, pois o autor aborrece as palavras e textos simplórios.

O poeta absoluto e da complexidade Vital Corrêa de Araújo é assim: inteligente, imaginoso, de palavra fácil e espontânea, prende os que leem seus versos, criando um condicionamento que reafirma o dito do poeta e escritor alemão Günter Kunert quando diz: Das letzte wort keiner, “Ninguém tem a última palavra”.

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar

INFORMA DIGITAL

Revista Urubu

Singular

Papel Jornal

Jornal O Monitor

Textos Agrestes