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PRÉ – TEORIA DA POESIA ABSOLUTA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Heidegger, já despeitorado – em paz com o recém - passado infame e a consciência cívica (em 1935) – dece curso sobre os hinos de Helderlin A Germânia e O Reno,

perseguindo, nada mais, nada menos, do que o mistério da poesia que Helderlin revelava, graças a seu pacto sublime com os deuses gregos. Afirmava Heidegger (H) ser o objetivo último seu recriar um lugar para o que é a poesia, situá-la em nós.

 

Isso é possível, dizia H, transportando-nos à esfera de força de uma “poesia efetivamente real – e não as migalhas da aparência e os resíduos ágeis ou não ou as trastes dividendos d o simulacro ou penúria comum da poesia dos pulalam as esqueléticas e desprezadas prateleiras das livrarias (?)

Livrarias (?), com seus nomes estampados ingloriamente em ingloriosos tomos de rimações senis e contação de histórias em versos. Por meros acaso, os últimos 13 livros de poemas que editei pela BAGAÇO, nos últimos 3 anos, nenhum foi lançado (vomitado à boca de leitor ordinário que me causa enjulhos), nem são encontrados (embora não procurados, imodestamente afirmo) em tais esquecidas ou completava Heidegger escolhi Holderlin (fale-loucura sã) porque “ele é o poeta do poeta e da poesia”. A propósito, dois anos depois, em meados de 1937, Heidegger pronunciou a monumental conferência de Roma: Horderlin e a essência da poesia. Ocasião em que o vital filosófico disse que Holderlin concerne ao futuro dos alemães.

Embora as grandes odes holderlinianas tivesse sido concluídas na lavoura (nos anos 1803/1807), estado insano que durou 40 anos, pode-se denominar o silêncio de Holderlin, o período 1803/1884 (ano de sua morte).

Em 1966, Heidegger, anti a situação do mundo, disparou: Só um deus pode ainda nos salvar. A única possibilidade que nos resta (o último farrapo salvífico – VCA) é prepara “nos pensamento e na poesia” uma disponibilidade para a aparição do deus (desse Deus Salvador – VCA) ou para a ausência do deus em nosso declínio crescente. Que declinemos então, mais ainda “diante do deus ausente”. E isso nada tinha de milismo, mas era a pura verdade – daí o que nós vemos hoje -  50 anos depois assistimos ao debacle certeiro da humanidade, apenas com o consolo (frágil) da poesia absoluta. Nesta, quem sabe? Ou sabemos, resiste (ou melhor, reside) a cínica e última portanto chance de fundar o começo de uma outra história. Pois, “a poesia é a morada do ser”. Digo isso alicerçado no Poder Verde, nos 66 hectares de matas, flores, pássaro, aves, ventos, águas, protegidos pelo utopista prático e visionário verde, Prof. José Rodrigues, “Rei da Mata Sul, que vive em seu castelo, num              etéreo, onde se situa o Centro do Universo, o Centro da Cura e a Pirâmide – e onde tomamos doses -

Porque, a cada     , olhamos Pretinhos (o mangalaze jovem) e Back, o cachorro risonho – de vodka russa (Nasdróvia é a saudação a cada gole animal). Não somos alcoólatras, nada, somos vodkólatras (eu, o rei e Valter Portela, da Bagaço). Em Garanhuns, eu, Osman Holanda Cavalcanti, Marusan Somos wiscólatras. Estes lugar – que me tirou da mira escrita – é o Retiro das Águias, lugar do retiros espirituais, religiosos, filosóficos, artísticos, literários e clínica (a única no Brasil) especializada em curar a mais recente e periculosa doenças, depois do TDAH, o transtordo de Deficit do Verde (TDV).

Após tão longa digressão, retomo o fio de Ariadne do trabalho de procurar poesia. É que tive de fundamentar minha visão poética com o mais ecológico-poético lugar (onde escrevo). Em virtude do destino...

A tarefa da poesia – que herdamos de Holderlin, via Heidegger, é preparar o advento do deus salvador da natureza, a vinda do verdadeiro poder verde. E de uma nova ética, a ética natural, espontânea, não a ética construída poder capital, que é antinatural (esse poder e a ética dele, adstrita e a serviço dele).

Se Holderlin buscava, entre os destroços do panteon de grego, alguns deus – e não o encontrara, cabendo a nós busca-lo – então, ele o sublime alemão da Sábia, estava sozinho, como nunca algum ser humano esteve, encarcerado por 40 anos na diva loucura. E nenhum deus ditou-lhe os poemas, porém foi a “falta de deus” que o encaminhou à melhor poesia. Esta ausência divino no entanto tornou possível, no limite, o poema.

É a tarefa do pensamento que o poeta absoluto cumpre. Ou tenta fazê-lo. E a tarefa da poesia poderia ser fim da filosofia, tal como a impõe a nós, o poder, tão absoluto do capital, mais relativo perante o humano. No mínimo, a tarefa hoje do poeta (absoluta faina escriturárias, na acepção nova) é continuar o trabalho árduo e magistral ou sublime de Holderlin: preparar o advento, via poesia do Deus que salvará a história humana, que restaurará o Poder Verde da Natureza e conduzirá a poesia a seu pódio pindárico e triunfal. Deus está morto, coitado do Nietzsche que assim pensava torto.

Deus virá cuidar das tarefas, quer dizer, ajudar o homem (poeta e absoluto) a dar conta das tarefas do pensamento e da poesia. Deus virá?

O holderlinista (fanático) e intelectual de valia, o francês (como sol de sê-lo) Philippe Lacou e-Labarthy é peremptório.

“O teológico-poético (nos incipt do hom, da religião, da filosofia e da literatura) antigo, como afirma Heidegger na introdução à metafisica de 1935, está relacionado ao fato de que foi Homero, sob injunção dos deuses”. (E quem sabe, Homero inventou Hesíodo, apenas um de seus pseudonome? Pessoa e sua heteronomia reiventou a poesia moderna absoluta). E segue Heidegger: “O teológico poético moderna é que põe em suspenso o poema da anunciação – o evangelho absoluto – da vinda (ou da ausência) do deus”.

Heidegger teoriza a poesia, em geral, com base na essência que encontra existência na poesia de Holderlin.

A poesia absoluta tem, hoje, em vista, traçar, escolher, limpar, adubar, apurar o caminho da essência humana e natural, o destino humano.

A faina de desbastar a poesia reinante, predominante, estabelecida – e bem, na tradição parnasiana, neoparnasianada pelos próceres sonetísticos gerações 45, é quase invencível mas não é a missão da Poesia Absoluta, soara muito romântico. É a um, em Garanhuns, 2 ou 3, em Recife e 20 ou 30, em   Palmares, sob a égide do Prof. Admmauro Gommes. Encara o perigo  que ameaça o ser através da linguagem é se expor ao perigo que o novo traz.

Isso, porque, conforma Heidegger: a linguagem é o bem mais perigoso que detém o homem. E seria por ela detido se não fosse perigosa. Pela linguagem, o mais puro e o mais velado (a lírica) podem expressar-se assim como o confuso e o comum (a coloquial, a comunicativa, ordinária).

A questão é: missão ou demissão do poeta?

O poeta se demite ante tanta corrupção de rimas (armada contra o futuro). Tanto contribuindo de imagens do passado, acantonamento de trenas  e bilibaiais, de carga silábicas e trens de vulgar metáfora.

Prego em vão que poema (no caso o meu) é aquele que é ditado pelo ID. A poesia absoluta é o ditado do ID. Seu ditame. Ou dictamen. É a que a forma é inerente, mais do que interior.

Voltando ao ditame – que Heidegger achou em Horderlin – a linguagem é o mais perigoso (e o mais inocente) dos bens legados ao homem: só os poetas (absolutos) podem avaliar e aplicar tal.

Conferencia de Roma, Heidegger revelará que, quando Holderlin diz ser a linguagem o mais perigoso de todos os bens do homem (o que ameaça, por exemplo, a própria verdade), ele também a define (à linguagem) como o dom que foi dado ao homem para que este ateste o que ele é. O que e quem ele (o homem) é. Serão atestado pela linguagem. E o são, no caso da Poesia Absoluta, entre tanto outros.

A linguagem é verso humano, não filosófico, estético, científico, retórico, vulgar, popular, etc.

Qual a verdade da poesia? Leitor indaga e responde a poesia absoluta.

É preciso portanto, disponibilidade ao  combater em prol da vitória da verdade da poesia, combate que aos olhos de Heidegger assume o caráter de uma necessidade absoluta. E é a esse prélio, a essa situação, que se impõe o chamamento, a convocação para a luta pela nova poesia (cuja tradição se enraíza e se encontra na geração de 30 tão esquecida, de CDA, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cecília etc) e no primeiro modernismo brasileiro, que foi “ultrapassado” pela Geração 45. (É possível, não é?).

É a linguagem poética absoluta o mais inocente e o mais perigoso dos bens legados ao homem – e a este espólio do futuro faremos frente ampla e irrestrita.

Isso, porque a poesia é a morada do ser. E não coisa de lazerzinho, coisinha rimada, arrumadinho de rima para banquete burguês globalizado, sorrinzinho da sociedade em festa cívica ou filantrópica, coisa bem bonitinha, engraçado que só, nada disso. Poesia é nada e é tudo. Pois dizer é verdade (e mentira). Dizer é certeza (e ilusão).  Tenho dito VCA e bendito.

Retiro da Águias

14 e 15 de Dez. 2014

 

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