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LEITOR VITAL (E O MELHOR VERSO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Sou um leitor cansável de poesia. Comecei aos 7 anos com os sonetos do meu avô Manuel Florentino Corrêa de Araújo, juiz de direito e viúvo,

desde que meu pai Cláudio Corrêa de Araújo (avô, por sua vez, de Murilo Gun, meu filho menor) nasceu. Minha vó morreu aos 15 anos de parto do meu pai. Ainda tenho a caderneta de versos de meu avô, com poemetos a Sinhazinha, aos 13 anos, e, após sua morte, com sonetos (Sete) do ciclo 20 de maio dia em que nasceu papai e minha vó morreu. “Vinte de maio, eu te festejo e choro. Veio ao mundo o que à vida me traz preso. Dele foi-se o que à vinha me prendia”. Relembro e registro tal, porque para os versos do 1º soneto 20 de Maio são os mais belos que já ouvi ou li.

 

Paulo Freire dizia que “tenho duas mãos e o sentimento do mundo”, de CDA, era algo belo em demasia – e assim. Freire concluiu o discurso de posse de Arraes que vi na TV preto e branco, no interior, aos 16 anos.

Veríssimo de Melo escreveu para mim (VCA) e num bilhete disse ser a parte final do poema.

Seios, meu, o que de mais belo ele leu.

“Seios são canções de carne

que mordem a boca e encantam

a alma da mão”.

Foi unânime a afirmação de CDA, que tu pisavas os astros distraída”, de Orestes Barbosa era o mais belo verso nosso vernáculo.

Agora, um não-poeta, ao completar um soneto que Fernando Pessoa, deixou interminado (pela exata metade) acrescentando mais 7 versos, produz um dos belos versos brasileiros.

“Como se o Cristo ao fim daquela ceia

beijasse o rosto de seu traidor”, de José Paulo Cavalcanti Filho, biógrafo de FP.

É genial o: “ao fim daquela ceia”, a última Ceia.

Trata-se do Soneto da mágoa, da parceria Fernando Pessoa e José Paulo Cavalcanti Filho, publicado na Revista Imprensa na Praça da Imprensa Oficial do Estado de Minas.

NOTAS

Tenho escrito perto de uma centenas de miniensaios sobre o sentido da poesia. Ou o dessentido, o que é o mesmo. Até que cheguei  a uma vital conclusão: para mim, só faz sentido o poema absoluto.

É a Novalis acrescento:

“A poesia é o verdadeiro real absoluto.

Quanto mais poético mais verdadeiro”

Quanto mais absoluto mais poético.

 

 

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