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SER OU NÃO SER VELHO: EIS A SOLUÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Vital Corrêa de Araújo

Orelha do livro FIM DA VELHICE, também prefaciado

É uma questão de mudar a índole dos prazeres. E de pôr mas imaginação, utopia (não sonho), criação (literária, por exemplo), como válvula de escape do obstinado peso das horas. Que não se cansa de vergar os ombros senectos, mas inutilmente.

A perda do esplendor, o outono da ardência, o encarar da melancolia representam sofrimento e revolta só para espíritos fátuos, que fecham a fábrica da imaginação e, ao invés de se deleitarem com o tempo, são por ele passivamente consumidos, contando as horas para passarem rápido. Mais forte que a nostalgia é a esperança. E uma mudança de estação é algo previsível, e necessário, porque as seguintes têm também seus encantos.

O dilema é: ficar velho ou decrépito? A perda das esperanças, a atrofia dos desejos, vazio interior, a renuncia à imaginação, o fim do cálculo das possibilidades são os sintomas da decrepitude (que é uma doença). E jovens decrépitos, hoje, existem aos montões. A juventude ou a velhice não são um fato epidérmico ou uma condição dos tecidos, mas função do espírito. Quem não tem o que dizer ou o que fazer ganha, em compensação, uma juventude espúria ou uma senilidade caturra.

Que livro importante, este! Veio para radicar (e radicalizar) a transformação de crepúsculo em aurora.

 

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