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UM POEMA ESCURO E UMA DECLARAÇÃO LETAL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

À luz de féretros calmos apodero-me

de uivos físseis pias volúpias

feridas púrpuras, vaticanos noturnos

memórias do charco argumentam contra o ego

idólatra ou vazio, grito lacustre rasga-me o íntimo

sou facínora murmúrio, elucubração fugitiva

anseio frágil dos sentidos estupra-me o lenho da alma

sonolentos fragmentos escuros de mim resgato

à luz pura dos féretros marrons (e calmos)

voluptuosos como adereços de prata do ultimo caixão.

Exumo-me (lírico anacoluto), urdo-me ático e ímpio

entre lamaçais e intrincados cipós sou

como desencantado poema máquina de alma

e pareço com lamento de inferno duradouro

mecanismo enfermo amontoando-se do espírito

desvitalizado e impune como uma maçã ou duas abelhas

enquanto a duração da abstração viger serei vital.

A infinito inferno dedico-me (e apalavro).

 

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