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O RENGA DO CINQUENTENÁRIO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Na corte imperial japonesa da era Heian, nos já tão idos aos 800, era praticada, e com freqüência, a forma poética renga (poema encadeado),

em que vários poetas compõem um longo poema, estruturado em estrofes de 5 versos, com temática enquadrada no âmbito de condições especiais, a priori contratadas, constituindo rígidas regras formais.

 

Funcionava a forma renga como uma diversão de salão, entre os integrantes da corte, como um exercício de escrita poética ou prática literária em comum, mesmo de caráter socializador.

A comunicação ou continuidade temática entre estrofes não era observada ou exigida. Assuntos totalmente diferentes ou estabelecidos a esmo pelos poetas, sem nenhuma relação entre uma estrofe e outra, sucessivas ou não, eram a norma ou o costume, de modo que o poema longo era função da quantidade de estrofes e não da qualidade do tema. Posteriormente, a própria estrofe sofreu alterações de sentido, ficando independentes os três primeiros versos dos dois finais.

Era o processo de evolução funcionando, cuja resultante foi a criação da tanka e do haicai.

Renga, um poema encadeado que podia se estender infinitamente (por hipótese), mas que mantinha o princípio de independência total de cada estrofe (de 5 versos) em relação a qualquer outra, significava que essa forma (a renga) era constituído de ene poemas autônomos, apenas fisicamente encadeados.

O que demonstra a preferência, o pendor nipônico pelo poema breve, cuja forma vigente hoje e desde 700 anos é o haicai (3 versos) e tanca (duas estrofes de 3 e 2 versos).

A tanca portanto é uma evolução do renga, na forma de duas estrofes e composto por um mesmo poeta.

O RENGA DO CONQUENTENÁRIO DA UBE

A proposta foi iniciar um RENGA, na UBE, sem limite prévio do tamanho do papel (ou suporte previamente estabelecido), de modo que poetas esgrimem com as palavras, estabeleçam prélios poéticos, joguem, venham duelar coletivamente, dialoguem, renguem, conscientes de que cada estrofe de um renga exige que um poeta faça um haicai e o outro complete-o com um dístico.

Necessariamente, a renga proposta será praticada, observando-se a disposição estrófica clássica. De 5 versos, os 3 primeiros a cargo de um poeta (e composto com sentido completo) e os 2 últimos, por outro poeta, de certo modo, sintetizando ou concluindo, ou mesmo coroando o poema. No entanto, não deverá haver a exigência de observância estrita da métrica 5, 7, 5, 7, 7. Deslizes nesse contexto não serão contestados.

Formalmente, o renga tradicional (milenar) é constituído de cinco versos, os três primeiros (hokku), com a métrica obrigatória característica do haicai 5, 7, 5, e, os dois últimos, setessílabos.

A propósito, o nascimento do moderno haicai (também chamado haiku, que é a forma poética mais curta de poesia do mundo) deu-se quando o terceto da renga – chamado hokku – tornou-se independente e adquiriu requisitos formais de alusão a um estação do ano (física ou psicológica), recorte espácio-temporal e correlação entre natureza (do mundo ou do homem) e a humanidade.

Despendendo-se da tanka (forma de que o mestre absoluto em Pernambuco é Cloves Marques), de quem prefaciei um livro de tanka e de quem sou amigo incondicional), dístico final, ficou o terceto que se autonomizou e virou haicai.

Outra forma oriental, também próspera, e que entre os séculos XIX e XX renasceu e adquiriu relevo, foi o poema persa (hoje Irã) rubai (cujo cacho – ou conjunto, chamamos rubaiate de Omar K.

 

 

 

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