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NÁUSEA E PÁSSARO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Entre música e silêncio, náusea

pausa nua ou búzio

eco anêmico, ocaso intenso, músculo

entre tramas e flores puritanas

pássaros têxteis urdidos do ar

e da pedra, ilusa cria

do espaço e da vigília

da mão e do longe então

ma(i)s além da papoula e da imago, o linho

inconfidente, férreo, caudaloso

lavrado de grito, das pérolas  do suor ungido

rigoroso como a semente

em sua odisséia íntima, podre, vital.

No além lírio o cipreste da noite

sem armistício

no além lírio, a baunilha, o vestígio

troar iraqueano da morte

silêncio afiado da faca alerta

cortado, sem traumas, aparas, estilhaços

que conchas da noite abrem

no vocabulário da fuga vazado

na sintaxe dos pássaros

e aves de agave e canto de seda

e geologia sedenta, metamorfose de rochas

maremotos crescentes

crianças afogadas na náusea dos homens

bombardeadas com precisão apocalíptica

na prosódia da insensatez, a vida

na mineração das flautas bivalves

no sustenido dos arrecifes selvagens

no mar  imoto das ondas  indômitas e puras

restando apenas o sobretudo do acaso

(não o de Marcel Proust)

e  trajes sumários de rosas escravas

do vômito final, da dor

do mundo brutal.

 

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