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RECADO A MORIBUNDO AMIGO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Que o velem as leves oliveiras (mesmo que já lívidas)

e logo agonizante azeite esgote

que incensos noturnos avivem seiva moribunda

de sua última noite terrestre

e unguentos da morte unjam

lábios ulcerados da vida

como golpes de unção final (divo sêmen)

definitivo lampejo do alfanje cegue

e esfinge possua o que reste do espírito

sopro todo se disperse

pelo vazio físico do mundo metafísico

e uivo doloroso que escapula da boca morra surdo

seixos das pedras o plúmbeo da alma pegue

e assim gládio da Velha Senhora alcance o todo.

E assim rolem para o nada dons do ermo. ( A morte).

 

 

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