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ANALFABETISMO FUNCIONAL NO BRASIL PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 12 Agosto 2013 19:21

A educação no Brasil atravessa situação de penúria. Deficiência de professores por razões já sabidas. Currículos antiquados, inflacionados, impraticáveis na lida do ensino. Rede média de ensino particular deficiente porque o objetivo é o lucro, não a educação. As antigas escolas particulares, como o Diocesano, Santa Sofia, Quinze e outros, em que a direção era vocacionada, não para prosperar financeiramente, mas para ensinar, preparar o alunato para vida, sumiram, ou se esclerosaram. Ou simplesmente mudaram de caráter (pedagógico para mercantil).

 

 

Um grande e grave problema no Brasil – de complexa solução, é o analfabetismo funcional, que corre solto – e cresce. Mais da metade dos diplomados com curso superior são analfabetos funcionais. Não sabem escrever (bem, normal) e não entendem (bem) o que leem. Uma coisa está ligada a outra. E se você não ler (ou melhor, não entende o que leu) é impossível aprender a escrever. (Não é questão de inteligência, advogados, por acidente do ensino, considerados analfabetos funcionais são mais inteligentes que os “alfabetizados” devidamente. O vilão é a forma do ensino herdada do Golpe Militar)

Essa deficiência foi instalada de propósito na cabeça do brasileiro para que os estudantes involuissem e não se tornassem inteligentes e preparados, para assim não se politizassem e se metessem a discutir política e futuro para o Brasil. Ser bem preparado, escrever e ler bem, em suma, raciocinar era subversivo. Não saber o que ler (e se ler não saber), não saber escrever (e escrever errado) influem negativamente na inteligência. E pessoas burras são inofensivas. Só pensam em música besta, droga, farra, bobagem, e assim não perturbam o regime. Não estremecem a tranquilidade para que os “generais” continuem a destruir o futuro da pátria.  São carneirinhos. Para comer, bailar e amar.

Foi essa a profilaxia educacional dos governos antidemocráticos por excelência dos militares (de 1964 a 1985).

Os famosos acordos MEC/USAID alteraram os  vestibulares (antes com provas escritas e orais) para testes de colocação de xiszinhos (x) chutáveis, acabaram com as classes (com os créditos) para estudantes não estreitarem laços. Enfim, fizeram em cada jovem brasileiro uma espécie de cirurgia antipedagógica: uma lobotomia em que cortaram os elos da sintaxe, impedindo-nos de pensar.

Na área docente, baixaram os salários, dificultaram a vida dos professores para que ensinassem mal de propósito. Com exceção de algumas escolas particulares (que foram incentivadas) caríssimas. Assim só os já ricos (e naturalmente coonestados pelo regime de exceção) poderiam comprar educação.

Desde 25 anos colhemos os frutos dessa maldade política, dessa irresponsabilidade total. Para evitar que surgissem subversivos (isto é, descontentes do status quo), condenaram milhões de pessoas à ignorância forçada, suprimindo o conhecimento mediante supressão da sintaxe.

 

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