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A Verdade Poética PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

A ficção é mentira. A poesia, fingimento das palavras. Tudo é ilusão e a rede Maya é cerrada filtra, o que não é material, prosaico, mundano, visível, intranscendente.

Deixa passar o fluxo cego, o detrito da matéria verbal. O discursivo ou verborrágico.

 

Mesmo sendo meramente fingimento, é, via poesia, que se atinge a verdade, que se colima o coração e as vértebras do verdadeiro. Em seu auge, em seu êxtase.

Isto porque a verdade (que não é mundana, dada, vulgar ou ignóbil)  está oculta nas aparências, na horda das matérias exteriores. Não em qualquer meandro da mente ou labirinto do mundo.
É que a verdade do ser – por sê-lo/está além de toda e qualquer aparência, além de todas e quaisquer ilusões da vida, do mundo, do coração. A verdade do ser repousa longe do âmbito da mediocridade organizada, da praia dos infelizes que desprezam a poesia.

Eis ai o véu de Maya e Irma. O mosaico platônico. O ser aí e o tempo lá, de Heidegger. O poeta não é absorvido pelo tempo, mas o absorve.

E a poesia de maior tem essa marca porque acicata, instiga, revela e não releva, desvela, expõe, aponta o íntimo e o publica.

Com o buril em riste, (da palavra), o poeta em sua liça da alma duela com o verbo no torneio da poesia. E chega à verdade de si e do outro.

 

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