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CONFITEOR 2006 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

E hoje jazo sob sigilo de estrelas

habito torre erma

ossário mudo

praça trôpega (onde deposto o sonho)

iníquo a clamar por nada

a derribar bastiões

e estrangular bandeiras

ante noites crescentes e desérticas (do ego latra).

E hoje desmoronada memória

(areias mortas pântanos ancestrais atentos)

as beiras do desespero bem afiadas

ímpetos abolidos surpresas assassinadas

ruínas dos referenciais prosperando

como ratos em cartolas de coelhos arcaicos

soltos no convés de nau adernada.

Quando pratico o poema absoluto, não advirto

porém calculo a dificuldade do extremo leitor possível.

É que escrevo para médio leitor impossível.

Sempre disse: escrevo poema para perfeito

desconforto do leitor: para sua tortura, sideração

perfeita confusão

mesmo tormento duradouro.

 

Se evado os padrões do hábito ledor

é que o quero assim mesmíssimo.

 

Quem sabe?: é porque odeio linguística estrutural!

Com a ponta do lápis tiro a catota da palavra

e sujo-a de insignificado aplicando-a

como atadura na página.

 

Escrevo poema do modo que não falo.

Daí, ser meu poema bem irrecitável

ou irritante de recital. Vital.

Apenas desordeno palavras e encho

os olhos (e a morte) do leitor, não a boca.

A poesia absoluta dispensa corda vocal.

Não enforca vogal. É insuave pantera a palavra.

Primeiro, detesto palavra exata rima rara.

Busco inversão de sentido. Exacro sentimento.

Castro ideias. Películas amo. E cio e seio.

Vândalo pentelho (fêmeo) arduamente adoro.

Com salada orgânica. E sede de cona.

Sou viciado em índice onomástico. Embora

pratique ortopedia verbal e sou casto como poeta

Se sou severo com leitor?

É lenda urbana!

 

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