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RECIFE DE MINHA COMOÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Recife, cidade sem corpo

só pedra e ri

e plumas de cães sorrindo

lábios de brisa e lâmpada

água de ninguém

vento cangaceiro em congresso

na várzea do Capibaribe

beija lama e balança a grama frevo

titubeia arco lírico das pontes

louco pêndulo

única encarcerado no torpor a dor

a lanheza da cidade bifurcada no vestígio

tarde debruçada sobre fragmentos de aurora

rua em que a imagem submersa

dos edifícios se avessa

e peixes habitam os vestíbulos

 

a reexistir o Porto e sua sombra estivadora

e a vertigem busque precipício

 

onde atirar seus ídolos loucos

onde abeirar-se de seus espantos quando

desatino dormir com marquises.

 

Recife medita e mergulha

no dilúvio do amor sem data.

 

A cidade reza duas vezes ao dia

nas tantas igrejas que a magnificam

 

beija o adro que fiéis palmilham, sua saliva demora

na avenida Conde da Boa Vista.

 

(Em minha veia Recife urra

viça suas avenidas adúlteras)

 

sombras adornam o nome

território da alma marca o corpo

 

Recife marítima e imperturbável

a colecionar fantasmas e levezas

 

na Cruz do Patrão

e na mandala do Marco Zero

 

(que Brennand colinizou

com menires arrogantes ou falos vitais

 

arranha-céus de pedra

pontes verticais para o infinito).

 

Recife que mesura o futuro

na palma da mão fluvial.

(Da ponte Maurício de Nassau vejo

o futuro passando, o passado

 

da barcaça dos peixes olhando o presente).

 

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