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TEMER PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Temíamos

que voz da claridade

despertasse nosso êxtase

que ácidos do amanhecer dissolvessem

paz selvagem

que como ópio nos consumia

e nos possuía como demônio.

 

Temíamos

que ardor nos abandonasse

batido pelos gritos

abertos da manhã

que heréticas lâminas do dia

dilacerassem

comunhão de nossas carnes

e que mão do amanhecer retirasse

do corpo desta noite

a cal da eternidade.

 

Temíamos

que sol queimasse

toda a memória

e não se plantasse

em cada ser

a cicatriz do outro.

 

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