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A UMA NOVA POESIA A UM NOVO FRISSON PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Uma nova poesia acende a dúvida

(ergue-se qual fênix moderna

das cinzas das palavras velhas

de sentido curto ou unívoco)

e declara a morte possível da velha

 

(violência rima com cobiça

raro com âncora, oiro com desdouro

martírio não será permitido).

 

Água é irmã do jogo

a terra continua desolada

e as quartas-feiras se tornarão cinzas

a humanidade continuará sua ruína e

tudo o que for vão é honesto

 

ermo o amor

qualquercárcer será de mármor

cadatíter terá seu mártir

cadapartícula seu sócio capital

(e será esmagado sob pés dominados)

cada acaso terá seu esmo

e as rotas não mais serão rotas

tudo é o todo (nada é povo)

cada unidade traz o múltiplo

em seu útero (dialético ou não)

e a desordem em seu óvulo o caos

úber será das bocas

gozo do espírito.

 

Eleve-se o nível de compreensão tal

de tal leitor. E a qualidade desta.

Deixe de compreender para ser. De

entender (e ver) o óbvio que ulule

(que os outros não cansassem de ver

ulular), o ordinário (e caro ao coração).

 

Em suma (alquímica, não aquineana)

tal leitor (eleito) absoluto recebe

as sílabas da hóstia do verbo

e os sinais ou senhas (anais ou não)

do Absoluto, porque não só caminha

mas serpenteia (serpentina) pelos

labirintos extravagários do ser.

 

Ó grandioso e sublime

Leitor Absoluto (e tolo)!

“Ao invés de achar luz

que céus inflame

somente achei

moléculas de lama.

E a mosca alegre da putrefação” Augusto dos Anjos

 

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