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ABETOS FUNGÍVEIS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Escrevo poesia porque vou morrer.

E se fosse eterno

como um esporo vital?

Não escreveria sequer um verso.

Para quê? Fazê-lo seria invital ou inevitável.

 

Me voltaria a coisas

fáceis e inúteis

como uma fábrica ou um ânus

um bar ou uma bruna

numa noite qualquer

sob lua vária amar.

Basta de calvários sem dor, aleluias

sem alma, holocaustos ferozes

e hospícios municipais. Basta tanta aveia surda.

 

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