Murilo Gun

Quem está online

Temos 12 visitantes em linha

Enquete

O que você achou do nosso site ?
 

Assista

Parceiros

Admmauro Gomes

Siga-nos



AINDA DEPONDO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Vital tem o propósito (irrecusável) corrosivo

deliberado, mesmo apodítico, ou torturante

de obrigar a palavra (no poema) a

dizer o que não quer e o que nunca o

disse. Isso é, além de constrangedor, absurdíssimo.

Martirizá-las: as pobres inocentes servidoras

dos homens, com suas denotações intactas

que ele distorce, em nome

de aventuras conotativas. Ele, vital é mortal – e rimal

essa mania de absoluto, álibi que usa

para constranger palavra dicionária

em seu estado denotativo pacífico eterno. Tudo

o que não figure no destino estrito das

palavras de significar, doar a coisas sentido exato, claro

definitivo, vital extrai a fórceps. Depaupera.

Desanda a desfigurar

picasseana e brutalmente vital.

E ainda se diz poeta absoluto. Impiedade!

Que os dicionários, juntos, se protejam de

novos vitais (que ele anda a semear

dolosamente por inteiro). Contrário às

inépcias e aos dons bursáteis das

palavras, Vital é indecoroso. E impertinente.

Aliás, impertinência é sua marca (aliada

incongruências). É viciado, sim, em ambiguidades.

Tarado por sinédoques.

E bebe do vinho do paradoxo, com usurário de

tira-gosto de oxímoros amanteigados e cobertos por

doses assimétricas de imprecisão, no que

diga porventura o coitado poeta.

É voraz em diatribe e incentivador

inconsciente de ovos verbais, capaz

de criar palavras como: anomalar

concavar (tornar algo côncavo) e espalhafatar

(-se, a ele mesmo, palhaço poético).

Tenho dito. Em definitivo.

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar

INFORMA DIGITAL

Revista Urubu

Singular

Papel Jornal

Jornal O Monitor

Textos Agrestes