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Escrito por Administrator   

Rumor de túnica e cântaro

votivo fogo de lares escuros

serpenteando nas fauces de Deus

enlouquecem estrelas

e horizontes cinzentos ajoelham-se

para ouví-lo: rumor olhar

ávida pradaria (do céu)

plena de ecos cósmicos ossos de anjos

de pedras ou despojos de senis titãs.

 

( à mulher de Lot

e a Perséfone)

 

Hora da ilusão não passa

áscua do crepúsculo demora

como fulgor da última açucena

tarde dorme com gatos

violino do ocaso te ilumina.

 

Tanta claridade não te basta?

 

( E o sal que te abeira

não traz sol no barril?)

 

Solidão, musa, mistério

revelam sílabas da alma

notas de recôndito saltério

ou convulso tropel de centauros

atravessando poro das estrelas.

 

Púrpuros incensos do verão

nas narinas navegam, entoam aromas

melodias de O², nariz de carbono

sua ardente presença no gélido céu

como líquidas gemas que rolem das cadeias

de brilho náufrago enviesado

até que nubladas algemas do inverno

soem na alma, crivem a inveja.

 

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