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DOS OLHOS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Dos olhos da noite vem luz original.

E a elementar treva. Vígil, astuta, insone, vaginal.

Tarde não tem alma.

É dissoluta e alvacenta. Crepusculária.

Mas nela cintila a boca das palavras.

E as cores se reúnem em sua pastosa lápide.

 

Da trêmula tarde nuances e espasmos de rumor do ocaso

e carnívoras cores se derramam

do sol inclinado na ânsia de pôr-se como ovo poente

o espólio de raios adormece.

 

Dos olhos dos suicidas luz estagna

se aborrece a alma, o sal deserta do corpo.

Envergonhada eclipsa-se a vida.

 

Há uma dor que é escura – não consta

dos tratados, nem a perturbam formulações.

É antiga e vaidosa. Indefinível, lenta.

Independe de estações: a dor de viver.

 

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