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Escrito por Administrator   

Da fratura da linguagem

de sua cisão e nudez

do sulco que a escava na página

do dínamo que move a sílaba

do coágulo que alimenta a dúvida

da ruptura que completa o corpo

vem a fatura

a palavra expressa o fruto

do sopro do verbo do barro

no verbo da alma.

 

O rosto das coisas aberto

a face do caos vivo

o exponencial do tempo ferido

a certeza da palavra uivando

no poema.

 

Pão interior, veia do céu exposta

o fêmur de Deus de frente

cósmico sangue golpeando

dinastias de galáxias nuas.

 

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