Murilo Gun

Quem está online

Temos 13 visitantes em linha

Enquete

O que você achou do nosso site ?
 

Assista

Parceiros

Admmauro Gomes

Siga-nos



PORQUE NÃO HOJE? PORQUE SIM AGORA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Indago do íntimo poético ou do duvidoso id

vital ou não ainda por que hoje tanto se

anuncia a morte da palavra, tórridos

enterros de verbos sucedendo-se como diurnos

réquiens lascivos beirando pomares sórdidos

porque tais ineventos soam quais ondas

de bruma e certezas de coentro

e invadem a veia do tempo.

Seria uma derivação gótica

morte tropical devido aos escândalos

jurídico antecedendo alguns juízos finais

afinal ou nova espécie de medusa legal?

Ora a morte tropical é diurna e óbvia

para merecer rito áspero ou moda.

Tanto averiguar poeticamente o artefato.

 

Porque hoje são cor-de-rosa os abismos

e os lábios lilases camuflados de urzes

nas vitrines dos êxtenuos magazines

que escaparam das cinzas velozes

porque o voo da imagem vai ao gume do ídolo

de lata e a narina do vítreo cenógrafo

ao éter mais alto

provavelmente não buscar sofreguidão e oxigênio

e porque exatamente o voo imagético do hit

parede das lojas dolentes compete

com pássaros interiores ou complete a alma

e vai ao puma que mora na íris dos loucos

porque para desaforo do tempo desonera horas

demole cada bloco cúbico do imo do estações

e cada prego corrupto das tribunas parlamentares

o cravo das sentenças dobra na presença do féretro

a mora, a ira, o juro junta no grito

atrabiliário da alíqueta do tributo oculto do espírito

desonra e viscera o intestino ético

o intuito detrata e promove o ingrato

porque urge a alforria do infinito

e mesmo porque seja o aniversário

da eternidade do outono (a cavar-me as veias)

porque as estrelas morreram ontem

o crepúsculo enforcou-se no último galho

ou graveto esquálido do sertão com nó árido

(ao enterro do ocaso vieram andorinhas sedentas

e beija-flores de bicos amputados

além de gaviões em veraneio e ostra extraviadas)

também ás exérquias do poente do norte

chegaram coivaras de cores mortuárias

e as últimas hostes da tarde que se dispensaram

bem como macios cardos de seda consumidos

porque cemitérios floriram repentinamente

e cadáveres recente se dispuseram

assistir a inumação do crepúsculo

porque as ameias dos penúltimos castelos murcharam

sem assédio dos fervorosos guerreiros

de alma de malha e lodo vário

porque adros de igrejas vagaram

sem ímpeto eclesiástico mais versáteis

exonerados pelo pálido diácono

imperando na terra desertos eclesiásticos

porque os corações como cavalos dispararam

da hara do peito desertama varões inservíveis

porque almas rebeladas libertaram estrebarias

sem limpeza ou apelo consútil

porque os bens e as heranças

os valores e os legados naufragaram

nos açougues de sangue doloso

das lautas providências de sempre

e inútil como a hora de morreram

as palavras uma a uma deste poema cristão.

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar

INFORMA DIGITAL

Revista Urubu

Singular

Papel Jornal

Jornal O Monitor

Textos Agrestes