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Escrito por Administrator   

Ao se ler Vital, vê-se a necessidade do uso da palavra não como forma mas substância.

Não a palavra como comunicação ou meio de expressão estética, como na prosa literária, mas a palavra como fim em si. “Finis quo”, como diziam os escolásticos, isto é, um meio com valor de fim. E não “finis quid”, na lição excelsa de Tristão de Athayde, que acrescenta: “essa, aliás, a diferença entre o primado do verso (bem comportado), no sentido parnasiano e sensual ou visual da palavra, e a sua vigência (do verso), no sentido poético autêntico, de fusão do fundo com a forma, do conúbio entre intenção e expressão, no sentido substancial da palavra”.

Com VCA, desaba esse “estéril conceito de artesanato e de perfeição formal que levou tantos poetas a petrarquismos imperdoáveis” (Merquior).

Enfim, o que assistimos na poesia desse cultor do verso livre é uma vertiginosa densidade de expressão e uma profunda condensação de sentido. Além da intenção de derrubar o significado, que Joachim detectou, VCA objetiva, através do seu poema, a produção de sentidos novos – e sentidos vivos.

P.S.

Em VCA, a palavra apenas veículo apenas transporte, sem valor em si a palavra como meio de comunicar algo emoção, história, recado, mensagens não vale, não tem vez.

Vital é poeta original que segue e aclama o apelo rimbaldiano “É preciso ser absolutamente moderno”, inscrito no frontão do século 20 e equivalente em valor profético, de caráter político e filosófico ao “Conhece-te a ti mesmo” de 2.500 anos.

O bordão de Rimbaud tem servido de guia, caução, e mesmo álibi aos poetas pós-modernos, que buscam na e pela poesia, conhecer a si, ao mundo, à sociedade, ao outro, assim ingressando nas hostes da revolução do espírito.

 

 

 

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