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PÓ LAVRES PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Rosas brotam das ruínas da aurora.

É manhã nos escombros de setembro.

Começam as demolições da saudade

e a morte dos rumores quaternários começa.

 

Vês províncias em pedaços

adros arruinados, condados demolidos

comarcas descarnadas, impérios de quatro

e o grito podre dos esgotos se alevantando.

Ouça alquímico resfolegar dos detritos

e a proba agonia dos últimos destroços.

 

Sopros que abandonaram vísceras

dídos abandonadas ao martírio do amor ulíssico

sonos de álamo, lágrimas de cerâmica, frustras geometrias.

Alma de bétula estraçalhada

e o pranto do orvalho desgraçado pelo sol.

 

Sonhos de desespero florescendo

herança dura que te legaram: dores

consumidas em meia dúzia de pobres palavras.

 

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