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Escrito por Administrator   

Ao humanismo apocalíptico de Blake

A verdade dos fatos essenciais à poesia é a verdade da loucura (a única que é útil – e a loucura Corrêa de Araújo é sublime e arrojada). Abandone-se à ilusão, poeta, é meu aconselho vital. Ó incultos espíritos não cedam ao reacionarismo do imaginário secundário. Leve à frente a ilusão salvífica. A perturbação do intelecto (a sideração de que trata o mestre Sébastien Joachim) é astúcia, magia e ação do intelecto intruso. Tire a poesia do poço da expressão absoluta. Há abundância (milhões de milhões como diria Sagan) de versos... e pouca poesia. Verso não é poesia. O melhor poema é o que Eliot chamou de one verse poeme. É que copiam, não criam.

É certo que os rapsados gregos caíam em convulsão ao recitar Homero. Hoje, o nojo é ver estampado no rosto o êxtase velho de recitar Bilac.

É que os necessários avanços da civilização escamoteiam e desvirtuam o espírito poético, substituido pela mecânica da prosa.

O grande Bentham que lia durante o curso de Direito dizia que às artes aplicavam-se os epítetos cáusticos anargástico (que não produz trabalho, improdutividade poética conforme meu ensaio Poesia inútil e necessária) e APLOPATOSCÓPICO (só diz respeito à sensação, não à alma, cujo interesse é a mecância precisa do mundo).

Enfim, vermes, impérios e superstições dominam o homem, hoje. Não sei se para sempre. Talvez.

 

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