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ENGRENAGEM TURVA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Sopra, ó engrenagens do divo universo

à narina do poeta o pó, não a ruína

que se apodere do rosto vate a cisma

e o sismo do verbo se projete na página

se locuplete da alma, se desfrute a palavra

e as gramáticas adormecidas

e sintaxes unívocas exiladas esmoreçam

que horto da lauda novas luzes fecunde

e pulverize, despolinize, despolpe, poda

as clareiras e alvoradas adverbiais.

 

Que as cicatrizes do esplendor não cessem

não se descombustive o rumor do verbo

ante anemias da mente comerciária.

 

Que as clavículas da palavra finquem-se

no dorso da respiração do fogo verbário.

 

E os ossos do vazio relampejem

sobre os escuros carnívoros do cerne.

 

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