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POEMA AS CORES DO GRITO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Oblíquo limbo onde vigilam luas de adeptos

do tigre e fuzis da palavra meditam.

Com urros brancos, dentes púrpuros

raias de sangue do olhar coalhando

medo no coração dos homens

com rituais sais de grito e véus listrados

tigre lambe o rajado dia

povoa noite de estupendo temor

(deixa Borges bêbado de êxtase

do seu trêmulo labirinto sem cor).

A espera da vitória do minotauro é vital.

Lanças de volúpia é quando

adepto do tigre toca

dorso rajado, rápido e de joelhos ora

ao deus felino, à cor coral

móvel como o verde da selva

antes de entregar a alma

como a carne estraçalhada

à terra ferocíssima listrada com sangue

e sede.

 

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