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ESTUDOS DE TIGRE (CAÇA) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Insígne, rápido, de malícia e cálculo

bala e gato, tigre lança seu hálito

feroz destreza arma, engatilha

medo no gesto da vitima (presa)

fluxo de sua face assassina

espelhado no rosto da morte.

Jato de horror deixa na alma do jângal.

Pegadas de dor na carne, arma de temor.

Tigre lança seu urro, sua sina

todo o peso do seu instinto instantâneo

sobre indefeso, ávido, venoso,

alvo pescoço área cilíndrica

cárnea, viva, torneada

onde planta sua mandíbula exata

garra que o sangue fecunda, alastra presa

onde músculos poderosos acionam a dentada

(ou fêmures estraçalha quando

a linha da cintura ataca).

Mandíbulas exatas, precisas como alma.

Ao derredor da dor garras

(que não são azuis)

apalpam com calma violência trêmulo

corpo da vítima – verso da alma – que agoniza

sufocada, temerosa, indefesa, uterina

(em trânsito para o nada).

(poema ao hábito jugular do tigre).

 

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