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A NOVA POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 10 Setembro 2013 19:14

O mais extraordinário salto de qualidade de que decorre uma nova síntese no processo de evolução cultural, no âmbito da arte em geral, revolução estética, que influiu consideravelmente nos campos social, psicológico e científico ( e setores tão distintos como arquitetura e filosofia), ocorreu no início do século XX.

Século XX que não começou, como se diz, no final da primeira guerra mundial. Iniciou-se com Picasso.

 

 

Revolução que atingiu a essência do humano, o valor da humanidade, a concepção das coisas humanas vigente até o século XIX, produzindo um profundo corte, uma diferenciação radical no gosto e na visão estética da realidade.

E realidade desesteticizada é mau logro, dependência a drogas e adesão às usuras do mundo.

Sobretudo um corte fundo com o passado, especialmente no campo das artes plásticas. O romper com o passado (a supressão evolutiva da estética vigente) ocorreu a partir da emergência do tríduo francês e universal celeste: Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé. As margens do estabelecido foram dizimadas. O centro de tudo foi demolido até às raízes.

Ainda, no entanto, não se descortina completamente a verdadeira natureza e profundidade da transformação radical, de métodos, sistemas e processos, em todos os campos, em especial, no âmbito tecnológico e político, que possibilitou a arte moderna.

Foi a irrupção da autonomia humana da arte e deflagração do novo sistema de forças, em que têm papel vital os poderes estéticos (além daqueles meramente artísticos). A desautomatizaçãodos procedimentos e a demolição do dogmatismo crítico foram fundamentais.

É a prevalência de coisas, situações, objetos, criações, que só pertencem ou movem-se na órbita do espírito humano.

No caso, a poesia. Que representa a humanidade em sua essência. A moderna. Absoluta. Rigorosa. Não gratuita: entretenimentista sorriso da sociedade. É o reino do objeto absoluto. Objeto de palavra. Objeto humano. Quando o eu (antigo) baqueia. É o império da forma da forma. É que a realidade da natureza é insuficiente. E a poesia sana completa.

Contra a natureza dessa realidade o homem se realiza. No século XX. Século bélico mas baluarte cientifico. De avanço estético nunca visto.

A nova estética da poesia. A nova estrutura da expressão. A nova sensibilidade da forma. A nova realidade da poesia. A nova poesia. Poesia.

 

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