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VERDADES (POÉTICAS) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Vizinhança morreu. Não se ouve mais

tal palavra. Foi violência que

matou esse tão belo substantivo.

Qualquer vizinho, hoje, é (suposto) inimigo.

 

Algo pousa na memória da madrugada.

E é possível medir a espessura

da respiração noturna dos pássaros.

 

De teus olhos brotaram súbitas

labaredas extremas encarnadas

e iodos vilíssimos brotaram, além do lodo da vida

 

E vinhos vieram de teus lábios acesos.

A luz da volúpia os douravam.

 

Fontes osculares a meus dedos líquidos.

 

Banhados de saliva ereta

teus seios em levante redondo

crespos mamilos à louca boca ofereceram-se

pareciam maçãs de Eva

que Adão mordia pecadoramente

as aréolas impetuosas sobraram na boca

(também ereta).

Teu nome é água. E te batismo.

 

Tua voz é máscara: aroma de aparência.

O nome, no fim, damos à lápide (de graça).

Debruço-me sobre as letras vivas do nome.

Jorro de pranto. Ribeira de gelo.

 

A tristeza é malvista.

À alegria, tudo.

 

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