Murilo Gun

Quem está online

Temos 9 visitantes em linha

Enquete

O que você achou do nosso site ?
 

Assista

Parceiros

Admmauro Gomes

Siga-nos



NOTAS NADA LÍRICAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

(de uma madrugada do Castelo do Magano)

Incinero o mar por amor a Roma.

Cremo próceres, imperadores degolo

párocos incendeio

tiaras, paramentos, cornijas afugento.

 

Os ângulos inconclusivos e carnívoros

da cidade de Recife decifro

com taças de alicates e pinças de cicuta

(da cicuta que sobrou da boca de Sócrates).

 

À seiva debruada das veias da tarde turva

que do abismo do ocaso se debruça

desesperada e ingênua.

 

A noite coveira vã silenciosamente recolhe

os ossos (inóspitos mas suaves) da tarde

e os guarda deliciosamente no amanhã.

 

Faça-se a luz (hidrelétrica ou não).

Genetheto phos.

Fiat lux.

 

A Shell abastece o sheol

Através do posto do Vale de Hinnon.

A Gueena precisa de gás.

Poço de água lambe gota de lua.

 

Os jardins de deleites edênicos foram fechados

(por decreto de Beleleu).

 

Vil a topografia do inferno.

Design ardendo. Urbe de fogo.

Homens de cinza.

 

Aos dedos da dor. Ao lince dos olhos.

 

Ao amor (humano) dos motéis

onde hiberna o domingo.

 

Ao suor cansado do gozo.

Ao sexo nasal.

E coitos praticados em cômodos envelopes.

 

Incenso em espirais contrárias

desce ao ínfero mundo.

 

O rio Letes é perto do éden

(e cercado de indolências

anjos podres esquecidos esgotos).

O Siloé está poluído.

 

A sensatez me absurda. (Manoel de Barros)

 

Move-me o teu amor de tal maneira

que ainda não houvesse céu eu te amara

e ainda não houvesse inferno eu te temera.

(Anônimo como uma sombra de lembrança).

 

O limbo é dos cães (brancos).

 

As caldeiras do inferno

são movidas a óleo diesel.

E a cambota de óleo de mamona.

 

Coleciono cães de porcelana

e hienas de veludo.

 

Agrada à turba o tumulto.

 

Ó velhos ébrios de mim fruindo de ti.

 

A horda ama o grito.

 

O que perdure, fundam-no os poetas.

 

Ao fútil sal adolescente.

 

Peço que não me ames mais as rugas.

 

Hospitaleiros sinos soem na lua da alma.

 

Só creem no divino os que o trazem em si.

 

O coração pare a morte.

a Admmauro Gommes.

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar

INFORMA DIGITAL

Revista Urubu

Singular

Papel Jornal

Jornal O Monitor

Textos Agrestes