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AMOR CINZA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

Hoje fazes ginástica no pátio

das álgebras podres

e a boicote dos astros

que iluminam cinzas assistes.

 

Cãs te notificam os pelos

nidificam em ti todo o nihil

voos a oeste não bifurcam

trombeta de fêmur não é branca

só lágrimas geladas de crocodilos

sobraram.

 

Agora experimento o crepúsculo

do teu olhar ósseo e distante

e me deliciam laranjas nuas

ou maduras mulheres das esquinas vãs.

 

Os seios de algodão e o viço de lírio

a laia dos dígitos a massagear o falo

a camisola que não é consolo

e o jogo abdominal liberado.

 

E o amor ardente virou cinza.

 

Capuchos de lã enlouquecidos

entupindo os escuros da alma

olhos podres, vaginas árduas

fauces adolescendo o esgar, azeites mortos

entardecer das vísceras, outonos castrados

estábulos e asfódelos, áugias absolutos

tudo pelo confisco de ovelhas

e lanças de lã de Zeus.

 

(Punhado de imagens, lógica sem conteúdo

apreços do mercado, balsas de ágios afogados

adernando o destino da verdade).

 

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