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Escrito por Administrator   

A substituição das gerações e vital à literatura – em especial à poesia – e é uma necessidade apodítica, representa a injeção de novo ânimo,

nova forma, ou modalidade de rima, como se dizia, para o verso novo. É um evento do tempo e densamente dialético.

 

A nova geração ultrapassa, supera a antiga, traz o novo (make new) e este contém o que de valor, de positivo, de sobrevida a anterior continha – e que contribuirá para a nova forma de ver a poesia, no caso. O futurismo desprezou tudo anterior a ele e deu no que deu.

O romantismo suplantou, ao longo do século XIX, e propiciou à superação do período literário denominado de neoclassicismo. Em cerca de 50 anos, o romantismo atingiu seu auge e declinou. O excesso de individualismo e exagero do sentimento conduziram os românticos formidáveis à derrocada. Daí, vieram os parnasianos (em poesia), que no Brasil teve seu ápice e queda até o começo do século XX. A geração simbolista, no Brasil, foi fecunda e numerosa, em termos de poesia. Poucos do Nordeste (tenho um longo ensaio comprovando essa assertiva), embora tenhamos, entre nós, o maior dos simbolistas, alguém mais do que pré-modernista, que foi Augusto dos Anjos, poeta absoluto, astro maior da literatura brasileira do século XX, em torno do qual as gerações giram, até hoje. (Como é meu caso vital).

Veio o modernismo (acompanhando uma evolução a nível mundial) que superou os primeiros percalços, e desvios e chegou à pureza da Geração de 30 (CDA, Cecília, Bandeira, Murilo Mendes, Jorge de Lima – depois Cabral) e... definhou. Veio a contrarrevolução, o passadismo se tornou presente com a Geração 45. E ocorreu o atraso, a antidialética etc. A emoção e o sentimento em forma de nostalgia bilaqueana predominaram.

A partir da Geração de 30, dever-se-ia ter sido oficializada a ruptura com o parnasianismo, quando o que ocorreu foi que a Geração 45 ofereceu uma ponte para essa escola passada transitar do século XIX e empolgar o século XX, paralisando a geração moderna.

Era preciso se fazer tábula rasa da tradição parnasiana e se fez tábula rosa. Era vital que a Geração de 22 e 30 partisse do zero (porque o parnaso e o símbolo brasileiros eram apenas pele, sem alma). E fazer uma poesia (make new) com uma forma totalmente nova. Era o século XX um novo tempo que exigia nova forma (do próprio tempo) e trazia a exigência de quebrar os moldes, lugares comuns, modelos, clichês, em suma, instaurar o novo em definitivo, na poesia brasileira. Quebrar, interromper inclusive a tradição mental, o modo velho de pensar.

Isso tudo o faz a Poesia Absoluta (mesmo que tarda).

 

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