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POESIA FORMA DE LUTA (LIBERTAÇÃO) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

A poesia é uma forma de luta (contra as forças que intentam congelá-la, represá-la, submetê-la à inércia e ao estabelecido).

Por sua vez, a linguagem, pé, arma de libertação do humano (das amarras do permanente), da situação ou condição homonídea. Instrumento da alma, é pela linguagem que tudo acontece (e flui o que evola). E sua evolução, não seu aspecto estático, mas estético (pois estético é o traço vital do humano) é o que move o homem do estágio da hominideanização à humanização. (Muitos “humanos”, sobretudo “aqueles” que são movidos pela usura, mecanicamente apropriadores do que é de todos pelo mecanismo da mais valia, da exploração astuta (fraudulenta) dos negócios, que, como autômatos, acumulam lucros e excessos de recursos monetários, enjaulados nos índices Forbes, ainda não completaram o processo de hominização, alcançando o estágio final humano, e, se acumulam, animalmente bens – e arrancam-nos dos outros – é que ainda temem morrer de fome).

 

Se as pessoas não conseguem dizer, relatar, demostrar, externar, visibilizar (viabilizando) o que a imaginação vê, estacionam, não progridem (humanamente) na escala animal. Geralmente, o “homo” usurário ou ente de alma bursátil (magnata amoedado) ainda não se desominizaram (ou seja, estão longe do processo de humanização definitiva).

A linguagem poética é a tradução, decifração, expressão do imaginário humano – e dos seus mais arcanos sentimentos – caminho de libertação de toda potência humanística do espírito do homem.

A cada momento, a luta da poesia é contra o passado (imediato); e é para não o temer , mas fazer  o futuro da linguagem e do sentimento não anacrônico, que a poesia concorre, existe. “Só tenho duas mãos e o sentimento do mundo”, de Drummond, é o mais eloquente anátema contra o sentimentalismo personalíssimo na poesia. A propósito, foram com esses versos que Miguel Arraes encerrou o discurso de posse nos idos de 1962, que ouvi, na TV primária de 20 polegadas (ou menos), preto no branco, imagem plena de ruídos e distorções, em minha casa (eu, com 17 anos), em Vertentes. Na ocasião, meu pai, do PSD, partido do meu tio Emídio Cavalcanti de Albuquerque, eleito deputado estadual, afirmou (e ouvi bem): esse discurso é coisa de Paulo Freire. A propósito, ainda, fui numa comitiva visitar um correligionário do PSD, num distrito de Vertentes, juntamente com meu pai, tio Emídio e Arraes.

Aquelas palavras de Drummond (ditas por Arraes encerrando o discurso de posse do 1º Governo) jamais saíram de mim (nunca deixaram de soar) e me fazem extático até hoje.

É lógico que não se pode ter os mesmos sentimentos ou reações sentimentais (românticas, na acepção vulgar normal), passivas, do passado, em pleno século 21.

A luta consistia em interromper ou sabotar a tradição lírica esclerosada, massificada, repetitiva, renovar, reviver, fazer evoluir a linguagem literária. Até hoje, por exemplo, Machado de Assis é um deus (ex-machina), um absoluto, algo ilimitado, o que demonstra a incompetência dos nossos escritores (romancistas) que, (in)conscientemente aceitam chegar (beijar) (a)os pés(empoados) machadianos.

 

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