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O CENTRO DO UNIVERSO FICA EM ÁGUA PRETA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   

A franca, estonteante e ostentória beleza natural (não canavieira) da paisagem de Água Preta ou, por extensão, de toda a majestosa em seu raro resplendor de Palmares e belos satélites,

da Mata Sul como um todo esplendoroso e vivo de verde líquido (o resto da Mata Atlântica), está sendo reproduzida pelo professor José Rodrigues na Pousada Retiro das Águias (único brasileiro portador de tão valente utopia).

 

A beleza ímpar (porque excludente) do páramo etéreo onde se ergue, apontando para o céu (que é próximo) o Castelo do Reencanto, sua muralha infinita, com ameias, bastilhas e vitrais de fogo solar (muro que divide o mundo pelo meio, através das linhas imaginárias que alongam infinitamente a fortaleza do espírito nas direções norte sul); baliza, pátio murado, cidadela espiritual, guardados por céleres (próceres do porvir) Cavaleiros da Ordem do Reencanto, cujas cotas de malha são tecidos da alma, armados de espírito e fuzis filosóficos prontos para embates metafísicos, batalhas transcendentes e prélios do corpo e da alma, cuja energia deriva da pirâmide de três faces de vidro místico e aço gnóstico (laminado por moiras e nereidas) edificada exatamente em cima da maromba de pedra sulina que demarca o Centro do Universo, segundo cálculos precisos físicos e metafísicos, sob suporte de novas álgebras (e secretas geometrias) desenvolvidas para tal empresa sem sucedâneo no âmbito da ciência mundial.

Os estudos (trabalhos, medições , escavações e as devidas equações cosmológicas inéditas ainda) foram conduzidos pelo cientista emérito e profundo, Dr. Reginaldo Rodrigues de Araújo (que há trinta e seis anos procurava – em qualquer sítio que fosse possível, o centro do universo – e o encontrou somente em Água Preta (Black Water).

A pirâmide (simbólica mais do que física que avulta infinito a fora, beirando toda a eternidade) de pássaros e rosas, rodeada de cones florais e vívidos asfódelos, os vitrais das bastilhas (meio loucas mas eloquentes), e o ar etéreo que paira do páramo conformam uma paisagem e um estado espiritual peculiares prenhes de altos mistérios, em especial para quem o percorra ao entardecer.

Mas são excelsos e dotados de simbolismo incontável as águas e os pássaros  do lugar que José Rodrigues irredento e utópico ergueu e é conhecido por Reino Encantado das Águias (porque nele nos encantamos e reencantamos).

As águas de lá são livres de minação franca e exata, de fontes vindas do universo e nascidas da pureza do páramo e do vertiginoso feitiço do reino; são águas puras, paixão dos bosques do Reino Encantado (Pousada Retiro das Águas), vastas, sinceras e fluidas como pássaros.

À vespertina sombra da Pirâmide astral grassam pólens, nuances do céu, nanobeliscos de rubis terrestres, ágatas rurais e sonâmbulas , safiras que caíram do céu no páramo e formaram coroas que ornam o arredor piramidal. E esmeraldas celestes minúsculas que o páramo capturou dos sonhos do céu. Corre lenda urbana (ou campônia) que o lugar outrora, há dez mil anos atrás, foi garimpo de extraterrestres que batearam o páramo extraindo pérolas cósmicas ali depositadas por Deus.

O páramo que compõe um alto e reto planalto, cumeeira do Reino Encantado das Águias (e sedia o centro do Universo) ao entardecer semelha cenário pastoril mitológico, habitado de vagalumes longos (cujas luzes trêmulas que disparam são octaédricas e esverdeadas), onde os pássaros azuis são pasmos e doam beleza ao ar em redor, que é grave e puro, abalizado pela aragem e vórtice do entardecer único (e as rosas são aladas e miraculosas).

Para avaliação quantitativa e sonora dos pássaros, que voltaram a visitar, com seus cânticos e cores voluptuosas, a região, expulsos que foram desde 1536, pelo entediante (e sem pólen ou poluído) canavial de verde artificial (e fabricado quimicamente com os fertilizantes danosos ao meio ambiente celeste que nos infertilizam e infelicitam), basta ir ao páramo, lá parar, ver e ouvir. Olhar com os sentidos completos. Os pássaros do páramo como são? Pasmos e azuis alguns, quantos outros vermelhos e veloces, viçosos e de canto incomparável com cântico de anjo, outros tantos verdes como o céu do reino.

Vital Corrêa de Araújo

 

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