Murilo Gun

Quem está online

Temos 14 visitantes em linha

Assista

Admmauro Gomes

Siga-nos



A IMAGINAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Terça, 15 Outubro 2013 12:42

A imaginação é o nome dado à faculdade de ir além das jaulas da razão (que quanto mais bem educada, fincada no espírito, pior). É liberdade liberdade. É ver cada aspecto, cada ângulo, nuance, detalhe inesperado e o todo da coisa, do mundo, de si e do outro, de modo quase exclusivo, peculiar (não pessoal exatamente). Através da imaginação, chega-se facilmente à compreensão melhor do universo, conhece-se melhor e mais detidamente a si mesmo.

É captar direta e mais, mais profundamente a vida. Tudo isso sem delongas de explicação plausível. A tal plausibilidade do explícito escancarado é um saco (arrancado). A inconsciência do significado é vital. É a fonte da usina que move o poeta. É evitar o banal e o normal tedioso. O claro meridiano, a aparência reluzindo (ou não).

 

No sonho, na febre de ser, na loucura vital, na alma roída da vida, posta-se, de riste, a ousadia da imaginação: que ela crie o que ainda não há de ser. Mas será imaginativa e realmente a possibilidade de ser. A utopia, o que realmente move o homem (ao futuro), dotado de uma razoável e certeira visão do mundo, é parceira-ou irmã da imaginação.

A imaginação é necessária e imprescindível à poesia. Imaginar é se inspirar. Porque a imaginação é a faculdade criadora de palavras, desempenha papel crucial em nosso pensamento. Ela nós dá ideias em que pensar. Ideias de poemas já embalada na forma poética (que é também do âmbito do imaginário). A imaginação é uma força vital que nunca consideramos como tal.

Chamamos de sonho acordado, imagem vaga, coisas que vêm da cabeça, besteira, tolice, doidice, algo sem nexo (pouco prático), inutilidade (ou inutensílios).

Na verdade, a faculdade de imaginar e ter consciência dela e de seu valor equivalem. Sendo que a memória é um repasse, a imaginação um passe novo. A memória está atada ao passado (tempo em que ocorreu o fato recordado); a imaginação volta-se ao futuro, ao que ainda não aconteceu mas poderá sê-lo.

A memória produz ideias na mesma ordem de que provieram as impressões (ou informações) originais. A imaginação tende a fazer do seu jeito, inventar, inovar. Tem a liberdade de transpor e mudar a ideia.

 

 

 

Comentar


Código de segurança
Actualizar