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DE FREUD SOBRE PROUST PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 15 Junho 2015 14:05

A renomadíssima psicanalista francesa Elizabeth Roudinesco escava dos arquivos inéditos da colega Marie Bonaparte carta de Freud (04/01/1926), em que comenta a novela inicial da portentosa e seminal obra Em busca do tempo perdido (Marcel Proust).

O pai da psicanálise diz de No caminho de Swann: “Não acredito que a obra de Proust possa durar. E esse estilo! Ele que ir sempre às profundezas e nunca termina suas frases”.

 

FREUD, PROUST E O ID

Enquanto Freud foi impelido à sua descoberta (do inconsciente) pelo sonho, Proust usou como combustível de sua epopeia literária o sono impregnado de sonho (como soe ser) que instiga a memória involuntária. Ou o que é a mesma coisa: a fantasia. No caminho de Swann foi recusado por muitos editores. E muitos se arrependeram absolutamente.

FREUD E PROUST: DOENTES DE CIÚME

A propósito, Freud e Proust dividiram a mesma fatia de uma ciumada sem limites razoáveis. O vienense demonstrava sem máscaras ou censuras um ciúme extremado de sua mulher, tanto com estranhos quanto com amigos (e parentes). E seus filhos homens (édipos) o que pensavam e sentiam disso? Gestos edipianos e traços electrainos deviam borbulhar na casa de Freud em Viena e Nova York. Dos seus filhos, dizem que Sigmund tinha afeição especial para com Anna.

Já Proust tinha e demonstrava ciúme de seus inúmeros namorados. Apaixonado por jovens que tinham namoradas ou por homens casados, Proust sofria e se envenenava de frustração e despeito, e tudo isso despejava de modo admirável e estético em sua obra ficcional.

O SONHO COMO MEIO DA MENSAGEM

Para Freud, o sonho era caminho para o autoconhecimento (que o outro, o psicanalista revela escavando, via associação de ideias ou sensações, o id – ou a alma). Meio ao acaso de acesso ao inconsciente. O sonho – produto ou efeito do sono, foi também utilizado por Proust para autoanálises. (Ou consultas diretas à alma). Exemplo do processo de associação de sensações é a famosa passagem da bolacha Madeleine. Na cena, mergulhada na taça de chá o docinho molhado acende, tece, traz involuntariamente (isto é, não por propósito e inesperadamente) à memória do personagem toda uma pletora de sentimentos, episódios de Combray. Daí Proust confessar: Combray saiu de uma chícara de chá.

 

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