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Ensaios
POESIA: INÚTIL E NECESSÁRIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 20:12

Vital Corrêa de Araújo

Poesia inútil e necessária. Necessária, por sua inutilidade prática, imediata, num mundo – ou estádio da vida humana – em que o valor mercantil é fundante e o estético, quase nulo (ou subordinado, a reboque da política do sentimento, do humor dos poderosos, da banalidade do imoral, de tudo que esteja à flor da pele, não à flor da alma).

 

 
POESIA COISA: NÃO SENTIMENTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 20:08

A poesia coisifica e humaniza. Liberta. É a potência da vontade da palavra em liberdade. Rilke, Sartre, Jakobson têm a poesia como coisa. E não mensagem. Mero papel de contrato ou recado, tipo bilhete romântico ou aplauso. A ela só interessa o lado sensível, palpável do signo linguístico: o significante. Com eles se faz (cria) poesia (criadora). A poesia não é meio nem mensagem. É fim. Em si mesma. No poema. Que é ser da linguagem.

 

 
POEMA E POESIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 20:04

Há uma certa (ou incerta) confusão entre poema e poesia.

Desde o romantismo e do aparecimento do poema em prosa, modalidade poética (legítima) que adquiriu consistência e qualidade, em especial, no simbolismo (Rimbaud, Baudelaire, Mallarmé, Valéry - entre nós Cruz e Souza), fez-se necessário diferenciar poema de poesia.

 

 
POEMA ABSOLUTO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 20:01

VCA

Para a poesia absoluta é vital ao poeta livrar-se do âmbito e das grades (recinto fechado, fronteira intransponível, prisão, censura, óbice, vedação, domínio) da consciência objetiva. Inibir a consciência objetiva, o âmbito cerebral da mente racional ou científica, para permitir aflorar a subjetividade pura, livre de vendas e mordaças, que aprisionem o poema em medidas exatas, prévias, a cargo ou crivo de trenas e ábacos ou amarradinhos (ou arrumadinhos) de rima. Dê-se ao ID, a seus braços fundos e enérgicos, entregue-se ao poema absoluto.

 
POEMA ABSOLUTO (2) PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 19:57

O poema absoluto é uma cadeia de significantes que inecessita de significados. Que indesigna (não referencia) e ressignifica, isto é, nada denota. É mais ícone que índice. Corrente descontínua e progressiva, cujos elos são signos. Não interessa ou vale (nada) saber o que o signo (na cadeia dos significantes) significa. Porém, saber a que outro signo na cadeia viva poética ele remete ou que outros signos, ou elos dessa corrente, a ele se acrescentam, formando o poema uma rede sem começo nem fim.

Uma cadeia inacabada de signos sem significados meramente dicionários ou comuns, ordinários, vividos no cotidiano prosaico, é o poema absoluto.

 
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