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Ensaios
Ninguém no Brasil sabe o que é poesia. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 19:16

Escrevi algo sério que pareceu provocativo nas páginas valorosas de O Monitor: que ninguém no Brasil sabe o que é poesia. Os milhares de livros ditos poéticos dos milhões de (mau) ditos poetas são outra coisa. Outra coisa apenas parecida com poesia. Escrevo muito (mas não o bastante), cerca de 12 a 15 livros a cada ano, desde que me instalei na cela (com cilício) do Mosteiro de São Bento, e agora no Castelo, em pleno acme da colina Quilombo próxima à Magano, a 1.080 metros acima do nível do mar de Boa Viagem onde vivo desde 1960. E onde fica (Av. Jequitinhonha) a Biblioteca Borges com seus (meus) 10.000 livros, ambiente que o artista garanhuense Daniel Santiago diz ser um poema ambiente para visitas dirigidas... de tão estranho, inusitado...e intrincadamente (des)arrumado. Em 1912, publiquei poucos, apenas nove: Ora pro nobis scania vabis, Ave sólida, Bando de mônadas, Crepúsculo do pênis, Kant não estuprou a camareira (foi firula do Lampe, o mordomo) Borges (Jorge Luís, portenho) e Eugénio (de Andrade, luso), Me mostre seu cu, A eternidade é inútil e Silo de silêncio, paiol de solidão.

 

 
DEUS NÃO MORREU PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 19:10

 

Há 130 anos atrás, Nietzsche decretou sem pena (com seu cálamo em riste) a morte de Deus, fato que desencadeou o medo (de morrer também) e a necessidade (urgente) de substituí-lo logo (e Logos) antes que as coisas se complicassem por demais... e esse vácuo primo ( o locus vazio) fosse ocupado (porque o vácuo não dura) por velhos e obstinados demos. E também porque: Deus morto, tudo seria (ou nada seria) permitido. A velha questão, antes meramente jogo abstrato, agora se afiguraria prática... após....

 

 
CARTA DE NASSAU AO POVO DO RECIFE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 19:00

Miosótis, não me esqueçasVim a estas terras distantes e excelsas, a este novo e vigoroso mundo, quase virgem, da impura mão européia; vim a este éden chamado Nordeste do Brasil, trazendo no punho, envolto no coração, um sonho ferrenho e valoroso: o de realizar uma utopia pessoal, o de plantar as sementes de um império tropical e urbano, o de inventar uma cidade sobre rios tributários do Atlântico, uma cidade que nascesse dos arrecifes e pairasse sobre as águas, como o espírito de Deus.

 

 
ANOS EXPRESSIONISTAS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 18:52

(Meu primeiro contato com o tema ocorreu em 1988, em Dusseldorf (Renânia do Norte – Alemanha), quando passei temporada a serviço da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco, participando de um curso sobre Inteligência Fiscal. Na universidade – mantida pelo sistema fazendário estadual alemão, incluindo cursos secundários e superiores, para preparação dos quadros fiscais – estabeleci relações com alguns docentes, entre os quais uma professora de literatura, que me apresentou aos expressionistas. Em Recife, através da editora mexicana Fundo de Cultura Econômica e livrarias do Rio/SP que redistribuíam livros espanhóis, entre as quais Duas Cidades e Poliedro (esta, quando fechou as portas, adquiri, a preço de banana prata, mais de 500 volumes), consegui obras de Georg Heym, Ernst Blass, Yvan Goll, Alfred Doblin, Walter Hasenclever, Georg Trakl, Stefan George, Jacob Van Hoddis, Ernst Stadler, G. Benn (cuja obra completa comprei em Madrid), Stramm, Lichtenstein, René Schickerle, entre outros).

 

 
A TRISTEZA DE DEUS PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Administrator   
Segunda, 10 Junho 2013 18:50

Deus deve estar triste. Com o mundo dos homens. Sua principal criação. Com certas criaturas, que se revelam novos e atilados átilas e se deliciam com jogos de guerra, invasão real de países, esmagamento literal de nações, à força de bombas e fuzis automáticos, granadas, reides aéreos, razias bombardeiras. Após o fim da guerra fria, com a rendição de um dos oponentes, o que sobrevieu reinventou a guerra quente preventiva, sem declaração, para tumultuar, fabricar armas, renovar o parque e o estabelecimento industrial-militar, rendoso e sanguinário, em que petrodólar e usura dão-se as mãos.

 

atualizado em Segunda, 10 Junho 2013 20:45
 
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